Selic 13,25%.

Na última quarta-feira(29/1/2025), a conhecida “Super Quarta”, o Copom elevou a taxa de juros.

A elevação na taxa de juros foi de 1%, alterando de 12,25% para 13,25% ao ano.

Os motivos da elevação estão principalmente na economia doméstica com elevação na inflação e a insegurança na reforma fiscal.

A economia global, principalmente a dos EUA, com a posse de Donald Trump, também ajudaram na decisão de aumentar a taxa Selic.

O mercado acredita em aumentos na taxa Selic durante o ano de 2025, com uma expectativa de 15% até o final do ano.

Os impactos na economia.

Não existem dúvidas que o maior impactado será o setor de varejo, que trabalha com dinheiro a prazo.

O crédito fica muito mais caro, encarecendo principalmente o financiamento de veículos e imóveis.

Por outro lado, a taxa de juros alta tende a forçar a baixar a inflação, mas a duras penas, pois as vendas do comércio caem drasticamente.

Para investidores em renda fixa, será uma grande oportunidade, principalmente quem escolheu títulos pós-fixados.

Já os investimentos em renda variável, a tendência é uma queda razoável, pois as empresas, com exceção dos bancos, terão problemas com crédito.

Conclusão.

A elevação da taxa Selic é um amargo remédio para baixar o IPCA(taxa que mede a inflação), mas especialistas em finanças e economia já alertam que uma Selic muito alta pode levar o Brasil a uma recessão.

Oscilações na bolsa de valores.

Após várias quedas no índice B3, tivemos uma alta no último fechamento desta semana(22/11/2024)

Apesar da alta na cotação do dólar, fechando em R$5,81 nesta Sexta-feira, o índice da B3 teve uma alta de 1,74%, fechando acima dos 129 mil pontos.

A alta foi puxada principalmente pela alta na cotação das ações da Petrobras(PETR4), que anunciou o pagamento de R$20 bilhões em dividendos extraordinários aos acionistas.

Além da Petrobras, a Vale(VALE3) e os grandes bancos como Itaú(ITUB3), Bradesco(BBDC4) e o Santander(Sanb11) também ajudaram a impulsionar o índice B3 com a elevação das suas cotações.

O índice da B3 é impulsionado pelas chamadas “blue chips”, que são as maiores empresas consolidadas na bolsa de valores, sendo assim, empresas menores não tem relevância expressiva no índice.

Quedas na última semana.

Apesar da alta no índice B3 na última Sexta-feira, os dias anteriores foram de uma forte queda, chegando em 127 mil pontos.

A alta do dólar, chegando a ser cotado em R$5,81, puxou para baixo o índice da B3.

Os conflitos internacionais como os ataques entre a Rússia e Ucrânia ajudaram a na queda da bolsa brasileira, em conflitos como guerras, investidores internacionais preferem investir em países com moeda mais forte como dos EUA.

Outro ponto relevante foi a alta da moeda japonesa, o Iene, que valorizou sobre o dólar, fazendo com que os ganhos de investidores que emprestam dinheiro no Japão para ganhar em investimentos baseado na Selic no Brasil fiquem menos rentáveis, fazendo investidores retirarem os dólares do Brasil.

As dúvidas sobre o pacote fiscal, que não são apresentadas definições concretas, deixam o mercado apreensivos, o que ajuda a puxar para baixo a bolsa brasileira.

Conclusão.

As quedas constantes na bolsa de valores brasileira podem ser uma oportunidade de compra e subir a posição na carteira ações, realizando ganhos a médio e longo prazo.

Selic 10,75%.

Na última quarta-feira(18/09/2024) foi realizada a reunião do COPOM para decidir a variação da taxa de juros, a Selic.

A decisão foi unânime, e o comitê decidiu pelo aumento da Selic em 0,25%.

Com o aumento, a taxa Selic passou de 10,50% para 10,75%, sendo o primeiro aumento desde o início da gestão Lula.

O aumento na Selic foi motivado principalmente pelo fato da inflação ainda estar no limite do teto da meta inflacionária.

Algo atípico ocorreu nessa decisão de aumento da Selic, o Brasil não seguiu o Fed(Análogo ao Banco Central brasileiro), que cortou os juros americanos em 0,5%, os ajustes nos juros americanos servem de “régua” para outros países, inclusive para o Brasil.

Investimentos.

O dólar começará a cair devido a diferença entre o aumento de juros brasileiro e a queda nos juros americanos.

A taxa DI logo terá aumento e os títulos de renda fixa serão reajustados nas próximas semanas.

Os investimentos em renda fixa provavelmente terão um grande aumento no fluxo de pedidos, com rendimentos próximos dos 12% anuais sem risco, investidores irão migrar para renda fixa.

Já os investimentos em renda variáveis provavelmente terão quedas, investidores vão sair de investimentos de risco para um sem risco com rentabilidade compatível.

Já existem títulos de renda fixa que pagam IPCA + 10%, algo bem raro de se encontrar, mas se a taxa Selic continuar aumentando, não será mais tão difícil de se encontrar.

Conclusão.

As projeções do índice da Selic futura já indicavam que a taxa de juros subiria logo, com a inflação batendo o teto da meta inflacionária, o aumento foi inevitável e o Banco Central teve que executar o aumento na Selic.

Aumento da Selic e do IPCA.

A probabilidade de um aumento da Selic(taxa de juros brasileira) está cada vez mais provável.

As chances de um aumento de 0,25% é o percentual mais provável devido às incógnitas sobre a economia americana.

Outra variável que pode ajudar na probabilidade de aumento nos juros é a inflação, que já está na casa dos 3% anuais.

Com a inflação dando sinais de aumento, é muito provável que teremos aumento na taxa de juros nos próximos meses de 2024.

Nesse cenário, as chances da Selic ultrapassar a casa dos 12% anuais até o final de 2024 é muito grande.

Quais impactos para o país?

Sobre a inflação, não existem dúvidas o quão danoso é esse índice, aumentos nos preços de produtos e serviços são alguns dos impactos gerados pela inflação.

Lembrando que a inflação impacta mais a classe social mais baixa, pois a renda dessa classe é mais reduzida e a inflação tira muito o seu poder de compra.

Já a taxa de juros é relativa, no ponto de vista de um investidor é ótimo, agora para um tomador de empréstimo é muito ruim.

Analisando a nível país, a taxa de juros é muito prejudicial para economia, uma vez que dificulta o crédito para financiamento de empresas.

Se a inflação subir e chegar próximo do teto da meta de 4,5%, é muito provável que teremos alguns aumentos na taxa de juros.

Conclusão.

A relação Selic e IPCA é cíclica, sempre que houver um aumento ou queda na inflação, teremos provavelmente uma manutenção na Selic pelo Banco Central.

Projeção para taxa de juros.

As projeções para taxa de juros brasileira, a Selic, estão com projeções de alta para os próximos meses.

Com o índice da inflação tendendo a uma alta, podendo passar do teto da meta que é de 4,5%, pode ser que a taxa de juros suba nas próximas reuniões do Copom.

Para Janeiro de 2025, as projeções para Selic futura são de 10,83% ao ano.

O conselho do Copom já disse que para baixar a inflação não pensará duas vezes em aumentar a taxa de juros.

Além da inflação no Brasil, o Copom também está de olho na taxa de juros dos EUA, que é a régua da variação da taxa de juros.

Renda fixa.

Com a projeção de alta na taxa de juros, investimentos com ganhos de mais de 10% ao ano sem riscos, torna o investimento em renda fixa muito atrativo.

Lembrando que os ganhos são nominais, a rentabilidade deve diluir descontos de taxas e inflação para ter a rentabilidade real.

Entre os investimentos de renda fixa pré-fixados e pós-fixados, dê preferência aos pós-fixados, pois a projeção da taxa de juros é de alta.

Sobre tributação, os LCI’s e LCA’s são as melhores opções pois não incidem taxa de imposto de renda, o único problema é o capital investido que fica retido por pelo menos 1 ano.

Além disso, a maioria das renda fixa são protegidas pelo FGC, Fundo Garantidor de Crédito, que garantem ao investidor até 250 mil reais em caso de quebra do Banco investido.

Conclusão.

Apesar da taxa de juros ser prejudicial para as empresas conseguirem crédito competitivo para continuar o fluxo do negócio, a taxa de juros ainda é necessária para controlar a inflação.

Selic 10,50%.

Na última quarta(08/5/2024) tivemos mais uma reunião do COPOM para manutenção da taxa de juros brasileira, a Selic.

Foi uma decisão apertada, praticamente metade do conselho do BACEN votou em um corte de 0,50% e a outra metade em 0,25%, ficando a decisão para o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.

A decisão final da manutenção da taxa de juros ficou em mais um corte de 0,25%, decisão justificada por um possível aumento da inflação.

Agora a taxa de juros passa de 10,75% para 10,50% ao ano.

A redução com um percentual mais baixo leva a crer que as expectativas de uma Selic de até 9% até o final de 2024 ficam cada vez mais distantes.

Investimentos.

Apesar de cada vez mais difícil encontrar investimentos em renda fixa de baixo risco que retornem mais de 1% ao mês, ainda é possível encontrar bons investimentos em Renda Fixa que oferecem facilmente 10% ao ano.

Os investimentos de renda fixa pós-fixados são os mais indicados esse ano, pois é provável conseguir “surfar” nas taxas de 10% até o final de 2024.

Os pré-fixados dos grandes bancos estão oferecendo taxas de 9% ao ano, alguns bancos menores oferecem mais retornos, mas com riscos maiores.

A febre do momento são os títulos do Tesouro Direto IPCA +, onde o investidor fica protegido da inflação e ainda recebe um retorno de mais de 6% ao ano.

Apesar da renda fixa estar aquecida, a renda variável ainda pode oferecer oportunidades com a oscilação dos índices da B3.

Conclusão.

A taxa de juros pode não atingir os 9% que os economistas estavam prevendo, além do cenário econômico externo que pode refletir na nossa economia, aumentando a inflação e colocando obstáculos no programa do Governo Federal de déficit zero.

Expectativa para manutenção da Selic.

As últimas manutenções feitas pelo Banco Central foram de cortes de no mínimo 0,5%, mas será que teremos mais um corte na taxa de juros na próxima reunião do Copom?

No próximo dia 8 de Maio(08/5/2024), teremos a próxima reunião do Copom para decidir qual será o percentual da Selic.

Apesar dos últimos cortes constantes de 0,5%, especialistas acreditam que o próximo corte será de 0,25%.

A expectativa era de uma taxa Selic abaixo dos 9% até o final de 2024, mas isso pode mudar e podemos ficar na casa dos 10% até o final do não.

Toda essa mudança é devido a resistência dos EUA em cortar sua taxa de juros e pela alta inflação no país.

Oportunidade para renda fixa.

O Tesouro Direto IPCA + 6% com vencimento para 2029 é uma das oportunidades que é muito interessante apesar de não ser segurado pelo FGC.

Outra oportunidade seriam renda fixa de bancos com rating menores, onde é possível encontrar CDB pré fixados com taxas de mais de 14%.

A renda variável como ações e FII começaram a aumentar os preços, ficando mais favorável investimentos em renda fixa no momento.

Fica claro que para o investidor conseguir taxas que oferecem mais 12% ao ano, terá que assumir mais riscos, investindo em bancos menores.

Para investidores que não querem abrir mão da segurança e ainda querem rendimentos de 1% ao mês, terá que encontrar títulos com data de vencimento mais longa.

Conclusão.

A variação da taxa de juros ainda é uma incógnita, e não sabemos ainda se os cortes continuam até o final do ano, isso pode gerar oportunidade para investimentos em renda fixa para quem conseguir achar boas taxas de retorno.