A queda do dólar e seus fatores internacionais

Nos últimos meses, a cotação do dólar tem recuado globalmente, afetando diversas moedas, incluindo o real. Esse movimento reflete, em grande parte, o cenário político e econômico dos Estados Unidos, marcado por incertezas geradas pelo retorno de Donald Trump à presidência. Sua gestão tem adotado políticas comerciais protecionistas, como novas tarifas de importação, o que cria instabilidade nos mercados e reduz a atratividade do dólar como moeda de reserva.

As tensões comerciais e diplomáticas com países estratégicos, como China e União Europeia, também geram desconfiança entre investidores internacionais. Essas disputas enfraquecem as relações comerciais e aumentam os riscos para quem investe em ativos americanos, pressionando o valor do dólar para baixo.

Além disso, há uma expectativa de cortes nos juros pelo Federal Reserve, como forma de estimular a economia americana. Essa possível redução torna os investimentos em dólar menos rentáveis, incentivando a migração de capital para mercados emergentes, como o Brasil. Quanto menor a taxa de retorno nos Estados Unidos, maior o interesse por países que oferecem juros mais altos.

A inflação persistente e o elevado déficit fiscal dos EUA agravam esse cenário. Ao imprimir mais dinheiro para financiar seus gastos, o governo americano acaba desvalorizando sua própria moeda. Isso diminui a confiança global no dólar, favorecendo o fortalecimento de outras moedas, como o real.

No geral, a combinação entre instabilidade política, juros em queda e desequilíbrio fiscal nos Estados Unidos tem sido decisiva para a queda do dólar em relação a várias moedas. Esse movimento, no entanto, não depende apenas dos EUA, mas também da forma como outros países — como o Brasil — se posicionam diante desse novo cenário.

Impactos no Brasil e desdobramentos internos

No Brasil, a valorização do real frente ao dólar tem efeitos variados. Um dos mais imediatos é o barateamento das importações, o que pode reduzir o custo de produtos e insumos vindos do exterior. Isso beneficia setores industriais e até o consumidor final, que pode pagar menos por bens importados.

Em contrapartida, os exportadores brasileiros tendem a ser prejudicados, já que seus produtos perdem competitividade no mercado internacional. Com o dólar mais baixo, empresas do agronegócio, mineração e manufatura recebem menos em reais por cada dólar exportado, o que pode afetar seus lucros e a geração de empregos no setor.

A alta taxa de juros brasileira também influencia essa valorização do real. Com a Selic em patamar elevado, investidores estrangeiros veem o país como uma oportunidade de retorno financeiro atrativo, o que aumenta a entrada de dólares e valoriza a moeda nacional. Esse movimento pode ser positivo no curto prazo, mas traz riscos se a economia não apresentar estabilidade fiscal e política.

A credibilidade do governo brasileiro é essencial nesse contexto. Qualquer sinal de descontrole nas contas públicas ou instabilidade institucional pode provocar fuga de capitais, revertendo rapidamente a tendência de valorização do real. O mercado reage de forma imediata a decisões políticas e econômicas, o que exige responsabilidade e previsibilidade por parte das autoridades.

Outro ponto de atenção são as possíveis reações dos Estados Unidos. Se o real se valorizar demais e afetar o comércio bilateral, o governo americano pode responder com medidas protecionistas, como aumento de tarifas sobre produtos brasileiros — algo que já ocorreu em ocasiões anteriores e impactou fortemente o câmbio.

Conclusão

A queda do dólar em relação ao real é resultado de um cenário complexo, onde fatores internacionais — como políticas americanas e juros globais — se combinam com elementos internos da economia brasileira. Embora a valorização do real possa trazer benefícios, como inflação controlada e importações mais acessíveis, ela exige atenção redobrada das autoridades econômicas para garantir que esse movimento seja sustentável. Em um mundo cada vez mais volátil, a estabilidade cambial depende tanto da condução da política externa quanto da solidez fiscal e institucional do país.

Crise nas contas públicas do Governo.

As contas públicas sem os ajustes necessários, podem gerar um ciclo vicioso com a tendência de alta na taxa de juros e inflação.

Com gastos de 170 bilhões de Reais a mais nas despesas dos gastos públicos, a inflação tem dado sinais de alta e pressionando o Banco Central a elevar a taxa de juros.

A combinação de alta na taxa de juros com a alta da inflação, tem elevado a dívida pública, aumentando a desconfiança no mercado financeiro.

O Banco Central já sinalizou que é preciso uma política fiscal mais efetiva para que a taxa de juros venha a cair.

Segundo economistas, com uma política fiscal sem efetividade, teremos um ciclo vicioso na economia, onde declarações, notícias e eventos ruins podem gerar impactos negativos na economia brasileira.

Entenda o ciclo vicioso na economia.

Um cenário com conflitos políticos fiscais e com mais gastos na economia sem nenhuma compensação, traz uma desconfiança no mercado financeiro sobre a sustentabilidade das dívidas públicas a médio e longo prazo.

O humor do investidor fica desfavorável para o Brasil, e as aplicações em dólar aumentam, assim como investimentos em outros países com economia mais estáveis, fazendo o câmbio do dólar aumentar no Brasil.

Uma combinação da elevação dos gastos públicos e taxa de câmbio faz com que a inflação aumente produtos nacionais e principalmente importados, forçando o Banco Central aumentar a taxa de juros para controlar a inflação.

Nesse momento, onde tanto a taxa de juros e inflação estão altas, significam que quem emitiu títulos atreladas ao índice, terão que pagar mais aos investidores, nesse caso o governo terá um aumento no pagamento dos títulos públicos, aumentando a dívida pública.

Com a dívida pública alta, taxa de juros elevados e inflação nas alturas, a economia se torna insustentável, o que torna a economia do país duvidosa e os investidores pedem mais garantias para investir no país, nesse caso a garantia é o aumento da taxa de juros, o que torna um ciclo vicioso.

Conclusão.

O Governo Federal e o Ministério da Fazenda precisam urgentemente se organizar para realizar uma política fiscal realmente efetiva, onde baixem os gastos públicos e gerem um pacote fiscal assertivo.

Drex, o Real digital.

O Banco Central especula lançar o Real Digital, o Drex, em 2025.

Diferente das criptomoedas, o Drex é centralizado, regulamentado, o que oferece segurança ao mercado financeiro.

Com a inovação da introdução do Drex, o Banco Central espera melhorar o sistema financeiro brasileiro.

A expectativa é que o Drex seja utilizado a princípio por profissionais da área contábil e financeira, e gradativamente pela população em geral.

A ideia é facilitar a vida desses profissionais, facilitando transações de ativos fixos, mercadoria e dívidas com fornecedores.

Outras dúvidas.

Muitas pessoas têm dúvidas sobre as diferenças entre o Pix e o Drex.

As duas tecnologias têm propósitos diferentes, o Pix é o sistema de transferência do Real, já o Drex será o novo dinheiro digital.

A maior preocupação entre os brasileiros é que o Drex será rastreado e bloqueado pelo fisco, o que retira a garantia de privacidade que é garantido pela constituição brasileira.

A preocupação do Banco Central será com a segurança, onde terá que garantir a segurança do ativo contra ataques cibernéticos.

Nesse cenário, o Banco Central ainda terá muitos desafios até ajustar a tecnologia para que seja uma vantajoso para a população e não um problema.

Conclusão.

O Brasil sempre foi referência em tecnologia financeira e contra suas fraudes, com o Drex, o Brasil sai na frente de vários países quando implementar a moeda digital.

O pânico na economia global.

Nas últimas semanas tivemos uma volatilidade na economia global que gerou uma oscilação nas principais bolsas de valores do mundo.

No Brasil não foi diferente, a B3 foi afetada, atingindo vários ativos listados na bolsa de valores brasileira.

As principais ações da B3 tiveram queda no valor dos seus ativos.

A cotação do dólar teve uma disparada aqui no Brasil, chegando a uma alta de R$5,86 nas últimas semanas.

Mas o que aconteceu na economia global que gerou tantas oscilações no mercado financeiro do mundo todo?

O gatilho do caos.

Dia 31 de Julho de 2024, a conhecida ”Super Quarta”, o dia que a maioria dos bancos centrais do mundo decidem o percentual da taxa de juros foi disparado o gatilho.

O Japão que a vários anos teve sua taxa de juros próxima do negativo, aumentou sua taxa de juros para 0,25% para baixar a inflação de 2,6% ao ano.

Esse evento pegou de surpresa o mercado financeiro do mundo todo.

Mesmo com a taxa de juros japonês relativamente baixa, vários investidores pelo mundo direcionaram seus recursos em renda fixa japonês, o que gerou um desbalanceamento na economia.

Além disso, isso gerou uma disparada na valorização da moeda japonesa, o Iene disparou em relação a moedas do mundo todo.

Conclusão.

As alterações na taxa de juros japonesa, combinando com a taxa de juros americano que foi mantida em 5,25% e 5,5% gerou oscilação no mercado financeiro, que pode ser muito bom para quem visa investimentos a longo prazo.

Os 30 anos do Real.

Dia 1 de Julho de 2024 o Real completa 30 anos do seu legado.

Para especialistas, o Real foi um marco histórico que salvou o país da crise inflacionária.

Uma crise inflacionária que foi herdada pós ditadura militar que levou o país a uma das maiores inflações da história.

Para o estado democrático em 1985, o maior desafio era acabar com a inflação que estava na casa dos 80% ao mês, o que era muito prejudicial principalmente para as famílias de classe mais baixa.

Após planos monetários sem sucesso como Cruzado, Cruzado Novo, Verão, Bresser, Collor I e II, entra em cena o plano Real, a 12ª moeda desde o Brasil colonial e consegue reduzir a inflação no primeiro mês de implantação.

Criação e desafios.

Criado durante a gestão do presidente da República Itamar Franco e por um especializado grupo de economistas e liderado pelo então ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso(FHC), que chegou a ser presidente da República em 1994.

Em Outubro de 1994 a cotação do dólar chegou no patamar de U$0,83 para cada 1 Real.

Hoje o maior desafio, além do controle da inflação, é o controle do câmbio do dólar, que na cotação de hoje, 1 dólar equivale a R$5,54.

Para os economistas, a chance de uma hiperinflação é muito remota, o que podemos ter problemas são com crises relacionadas à reforma tributária.

A alta tributação e os gastos públicos aumentando descontroladamente e sem nenhuma previsão de cortes nos gastos, poderá levar o país a uma recessão.

Conclusão.

O Real chega aos seus 30 anos mostrando uma moeda estável e soberana, se bem administrada, pode manter seu legado por décadas ou até mesmo perpetuar o legado.

Moeda única Mercosul.

O encontro do presidente Lula com o presidente da Argentina Alberto Fernández em Buenos Aires trouxe um fato que deixou os brasileiros preocupados.

O fato foi o estudo de uma criação de uma moeda única entre os dois países.

A criação da moeda deixou os brasileiros mais preocupados devido ao depoimento do ministro da fazenda Fernando Haddad dias antes confirmar que a moeda não seria criada, e dias depois o presidente Lula muda esse depoimento.

A moeda única não é viável pois as diferenças econômicas são grandes, a inflação no Brasil é de menos de 10% e a da Argentina é de 95%.

Além disso, qualquer problema na economia do país, o outro país teria que sustentar esse problema, e hoje o Brasil não está preparado para isso.

Moeda Sur.

A princípio a moeda única será batizada de Sur, mas aparentemente não seria uma moeda única como acontece na zona do Euro.

Uma moeda como Euro levaria anos para ser implementada, além de um banco central que controle a moeda entre os países, e aparentemente não seria a ideia do Governo Federal.

Nada muda na moeda corrente dos países, Real e Peso argentino continuam em circulação, e seria criado uma unidade monetária em comum entre os dois países.

Essa unidade monetária seria utilizada para transações monetárias entre os dois países para substituir o dólar.

Apesar dos estudos ainda estarem no início, a ideia não faz muito sentido e parece que irá trazer mais complicações do que vantagens.

Conclusão.

Ainda estamos no começo dessa proposta de moeda única, mas esperamos que não seja prejudicial para o Brasil, pois ainda temos muitos estados e cidades que precisam de ajuda.

Preocupante economia do Brasil.

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A economia brasileira começa a dar sinais de que as coisas não estão indo muito bem.

Essa semana foi apresentado que o PIB brasileiro caiu mais 4,1%, fazendo o Brasil cair 2 posições no ranking mundial das top 10 economias do mundo, ficando na posição 12, abaixo da Rússia e Coreia do Sul.

Além disso, em 2020 o rating Brasil foi avaliado entre BB- e estável entre os bancos Moody’s, S&P e Fitch.

O Ministro da economia Paulo Guedes já começou a dar depoimentos que se o Brasil não reagir economicamente, podemos virar uma Argentina ou Venezuela em poucos anos.

Outra preocupação são os preços que não param de subir apesar da inflação estar baixa, juntando a taxa de juros baixa, fazendo com que o salário aumente muito pouco e o câmbio do Dólar alto, deixando o Real uma das moedas que mais desvalorizou no mundo.

Como se proteger nesse momento?

Para pessoas que são mais conservadoras, o recomendado é diversificar entre Tesouro Selic e Tesouro IPCA + juros.

A divisão entre essas 2 modalidades do tesouro vai depender da sua necessidade.

Se você vai precisar logo do dinheiro, coloque 75% do seu montante em Tesouro Selic, pois você consegue sacar sem perigos de oscilações e os outros 25% no Tesouro IPCA + juros para proteger seu capital contra inflação.

Agora, se a intenção é proteger o montante investido, faça o inverso, ou aplique 50% em cada modalidade do Tesouro direto.

Outra opção que eu acho mais interessante, mas muitas pessoas não gostam da ideia, seria diversificar além do Tesouro Direto, investir em renda variável. A renda variável está oscilando bastante e seria interessante comprar agora com um preço baixo e vender a médio ou longo prazo.

Conclusão.

Com o País cheio de conflitos econômicos, devemos ficar atentos e proteger ao máximo o nosso capital. Evite a poupança e investimentos que rendem menos que 2% ao ano.