O novo salário mínimo e seu impacto na renda dos brasileiros

O salário mínimo no Brasil foi reajustado para R$ 1.621,00 a partir de 1º de janeiro de 2026, representando um aumento nominal em relação ao valor anterior. Esse reajuste faz parte da política de valorização do salário mínimo, que busca preservar o poder de compra dos trabalhadores diante da inflação e promover ganhos reais de renda.

Com o novo valor, cerca de milhões de brasileiros terão seus rendimentos diretamente impactados. Entre eles estão trabalhadores formais, empregados domésticos, trabalhadores informais e beneficiários de programas sociais e previdenciários que utilizam o salário mínimo como referência para seus pagamentos.

Uma parcela expressiva dos beneficiados é composta por aposentados e pensionistas do INSS. Isso demonstra que o reajuste do salário mínimo não afeta apenas a população economicamente ativa, mas também pessoas que dependem da previdência social para sua subsistência.

O aumento do salário mínimo contribui para a elevação da renda das famílias de baixa renda, que tendem a utilizar grande parte de seus ganhos no consumo de bens e serviços essenciais. Dessa forma, o reajuste pode ajudar a melhorar a qualidade de vida dessas famílias e reduzir desigualdades sociais.

Além disso, o salário mínimo exerce um papel social importante ao servir como base para diversos benefícios e políticas públicas. Assim, seu reajuste amplia os efeitos positivos sobre a renda e o bem-estar de uma parcela significativa da população brasileira

Repercussões econômicas e desafios fiscais

O reajuste do salário mínimo deve injetar aproximadamente R$ 81 bilhões na economia brasileira ao longo de 2026. Esse impacto ocorre principalmente por meio do aumento do consumo, já que famílias de menor renda tendem a gastar a maior parte de seus recursos no mercado interno.

O crescimento do consumo pode estimular setores como comércio e serviços, favorecendo a geração de empregos e a movimentação da economia local. Esse efeito multiplicador é um dos principais argumentos a favor da valorização do salário mínimo como instrumento de política econômica.

Por outro lado, o reajuste também gera impactos relevantes nas contas públicas. Como muitos benefícios previdenciários são vinculados ao salário mínimo, o aumento eleva as despesas do governo, especialmente no orçamento da Previdência Social.

A política de reajuste do salário mínimo segue critérios que combinam a inflação com o crescimento econômico de anos anteriores, respeitando limites fiscais. Esse modelo busca equilibrar a valorização da renda do trabalhador com a necessidade de responsabilidade fiscal.

Mesmo assim, o governo enfrenta o desafio de conciliar o aumento dos gastos públicos com o controle do déficit fiscal. Garantir o equilíbrio das contas sem comprometer políticas sociais é um dos principais dilemas econômicos associados ao reajuste do salário mínimo.

Conclusão

O reajuste do salário mínimo representa um avanço importante na valorização da renda dos trabalhadores e beneficiários de programas sociais, ao mesmo tempo em que estimula a economia por meio do aumento do consumo. No entanto, seus efeitos sobre as contas públicas exigem planejamento e responsabilidade fiscal, tornando essencial o equilíbrio entre desenvolvimento social e sustentabilidade econômica.

Nova faixa de desconto do INSS de 2020.

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Está preparado para mais um aumento no desconto no seu holerith?

Os pagamentos feitos a partir de Março de 2020 vão ter alteração com novas faixas de desconto na contribuição do INSS.

No dia 14 de Janeiro de 2020 o Governo Federal reajustou o benefício pago pelo INSS, um aumento de 4,48% baseado no INPC de 2019.

Assim, o teto pago aos aposentados até 2019 que era de R$ 5.839,45 passou a ser de R$ 6.101,06 a partir de Janeiro de 2020.

Com o reajuste no benefício, a contribuição também teve que ser reajustada, e uma nova faixa de 14% foi adicionada na tabela de contribuição do INSS.

Como fica a nova faixa de contribuição?

Para os pagamentos que forem feitos em Janeiro e Fevereiro de 2020, a tabela continua a mesma de 2019:

  • 8% para quem recebe até R$ 1.830,29
  • 9% para quem ganha entre R$ 1.830,30 e R$ 3.050,52
  • 11% para salários entre R$ 3.050,53 e R$ 6.101,06

Para pagamentos feitos a partir de Março de 2020, a tabela foi modificada:

  • Até um salário mínimo: 7,5%
  • Acima de um salário mínimo até R$ 2.089,60: 9%
  • De R$ 2.089,61 a R$ 3.134,40: 12%
  • De R$ 3.134,41 até o teto (de R$ 6.101,06 , em 2020): 14%

Lembrando que assim como o benefício tem um teto de R$ 6.101,06, o limite do desconto da contribuição tem um teto de R$ 671,11.

Conclusão

Fique atento aos novos descontos na sua folha de pagamento em 2020, com as novas faixas de contribuição do INSS, com a tabela do Imposto de Renda sem alteração e com um possível reajuste baixo no dissídio salarial, pode ser que seu salário líquido seja menor que do ano de 2019.

Nova regra da aposentadoria.

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Foi aprovado as novas regras da Previdência Social brasileira(Outubro de 2019), você já sabe como são as novas regras?

Não foram tantas mudanças e nada muito complexo, a mudança pode ser um pouco mais complicada para quem está próximo de se aposentar.

Regras e opções que podem deixar quem está próximo de se aposentar um pouco confuso.

Basicamente, quem não está próximo de se aposentar terá que ter a idade mínima de 65 anos para homem e 62 anos para mulher.

O tempo de contribuição mínima mudou somente para homens que começarem a contribuir depois da reforma da previdência, passando de 15 anos para 20.

Lembrando que hoje(2019) o teto da aposentadoria social é de R$ 5.839,45.

Quais são as novas regras?

Para quem não está próximo de se aposentar e se nada mudar nas próximas gestões, as regras são:

  1. Idade mínima de 65 anos para homens e 62 para mulheres;
  2. O tempo de contribuição mínima é de 15 anos para homens e mulheres (20 anos para homens que começarem a contribuir depois da reforma) para receber 60% do benefício e esse percentual sobe 2% cada ano de contribuição a mais;
  3. Para receber 100% do benefício, o homem deve contribuir 40 anos e a mulher 35 anos;
  4. O cálculo da média será dos 100% do salário e não mais dos 80% dos maiores salários;
  5. Para os servidores públicos, mulheres podem se aposentar aos 62 anos e homens, aos 65 anos, ambos com mínimo de 25 anos de contribuição, 10 anos no serviço público e 5 anos no mesmo cargo;
  6. Para quem está trabalhando, pode se entrar na regra de transição para aposentar mais cedo;
  7. O cálculo para pensão por morte é de 50% da aposentadoria mais 10% por dependente, mas não pode ser menor que um salário mínimo.

Se optar por se aposentar pelo tempo de de contribuição mínima será preciso contribuir por 15 anos e ter uma idade mínima de 65 anos para homens e 62 para mulheres.

Para quem está próximo de se aposentar, terá que escolher por algumas opções: por idade mínima, pela regras dos pontos ou pela regra do pedágio.

Para ter mais detalhes, acesse o link: https://www.brasil.gov.br/novaprevidencia/.

Conclusão

Fique atento caso queira se aposentar pelo benefício da previdência social, uma boa estratégia é verificar se vale a pena se aposentar pegando 100% do benefício ou pegar 60% contribuindo o mínimo e complementar com alguma renda ou previdência privada.

Vale a pena aposentar pelo INSS?

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Você ainda acha que a aposentadoria do INSS vai ser suficiente para viver bem o resto da vida?

Se você respondeu que sim, infelizmente tenho péssimas notícias e continue lendo esse texto.

Cada vez mais pagamos por mais tempo e recebemos menos benefícios além das constantes mudanças a cada governo.

Como não fosse o bastante esses problemas descritos, ainda temos a questão da desvalorização do benefício que não acompanha a inflação de alguns produtos e serviços.

Fica evidente que cada ano que passa, mais difícil fica a vida de um aposentado pelo INSS.

Porque não vale a pena aposentar pelo INSS.

Uma coisa que pagamos e torcemos para não usar é no plano de saúde.

E o plano de saúde tem um reajuste anual totalmente desproporcional a inflação. Geralmente o reajuste anual do Plano de saúde supera a inflação e o salário mínimo, ou seja cada ano o benefício da aposentadoria fica cada vez menor.

Além dos planos de saúde, o aposentado depende de algumas medicações que também tem seu reajuste anual superando a inflação e o salário mínimo.

Baseando que as 2 necessidades básicas de um aposentado são alimentação e saúde e o fato do plano de saúde de medicamentos aumentarem superando a inflação, você consegue imaginar como se sustentar somente com o benefício da aposentadoria?

Sinceramente não consigo imaginar alguém tendo uma aposentadoria saudável e tranquila dependendo do benefício do INSS.

Algumas soluções.

Nada vai adiantar ficar aguardando o governo fazer algo para mudar esse cenário, é bem provável que as coisas piorem daqui para frente.

Algumas opções que podemos fazer para contornar isso são:

  1. Ter alguma renda extra como algum negócio ou imóveis para completar as despesas, mas ainda não acho a melhor opção;
  2. Ter alguma aposentadoria privada para substituir ou complementar a renda;
  3. Ter investimentos balanceados entre Renda Fixa e Renda variável.

Das 3 opções, a opção de investimentos balanceados é a melhor opção, pois sempre vai ter uma rentabilidade acima da Inflação.

Além disso, se bem administrado esse investimento pode passar por gerações e com crescimento orgânico.

Comece poupando um pouco todo mês para ter pelo menos uma reserva e/ou um rendimento recorrente e não precisar depender da aposentadoria do INSS.

Conclusão

Se aposentar no Brasil e depender do benefício do INSS está cada vez mais difícil, hoje estamos contribuindo, mas é assustador se pensar anos a frente, se fizer as contas vai perceber que o poder de compra está cada vez menor e que não podemos mais contar somente com o benefício do governo.