O Brasil está em crescimento, mas o poder de compra está caindo.

Apesar da confirmação do crescimento do PIB, o poder de compra do brasileiro parece cada dia menor.

O PIB brasileiro atingiu um aumento 3,4%, o maior crescimento desde 2021.

Segundo o IBGE, atingimos a menor taxa de desemprego desde 2012, quando a instituição iniciou as pesquisas.

Mas a sensação parece totalmente contrária, a população tem o sentimento que tudo está muito caro.

Mesmo com a inflação relativamente baixa, o salário brasileiro parece não acompanhar o aumento dos preços.

Segundo as pesquisas…

Uma pesquisa atual do Datafolha, mostra que o otimismo na economia brasileira recuou muito desde 2020.

A pesquisa ainda mostra que a popularidade do presidente da República caiu de 35% para 24%, sendo o pior nível dos 3 mandatos de Lula.

Segundo especialistas, tudo isso se deve ao aumento acumulado dos preços dos alimentos.

Além disso, apesar da inflação controlada, ela vem aumentando gradativamente, atualmente em 4,83%.

Alguns dos fatores que contribuem para o aumento dos preços são: dólar alto, problemas climáticos, conflitos internacionais, aumento nos gastos públicos e tarifas de importação.

Conclusão.

Estamos em um momento economicamente crítico, onde os números mostram uma economia em crescimento, mas a realidade é totalmente oposta.

O Brasil pode crescer 2% em 2025.

Com as péssimas impressões sobre a economia brasileira, o Banco Mundial gerou um relatório indicando um possível crescimento brasileiro relativamente baixo.

Segundo o Banco Mundial, o Brasil poderá ter um crescimento de aproximadamente 2,2% em 2025.

O Banco Mundial ainda acrescenta que para países emergentes como Brasil, o ideal seria um crescimento recorrente anual de 4% para um crescimento saudável.

Mas mesmo com um crescimento de 4%, ainda seria insuficiente para a redução da pobreza do país.

As restritivas políticas monetárias e a política fiscal medíocre, levam o Brasil a um atraso no crescimento mais avançado.

A classificação de risco brasileiro.

Apesar de um cenário de crescimento tímido, o Brasil tem um risco médio para investidores e empresas.

Devido ao forte desempenho agrícola e aumento no crescimento da produção de energia, o Brasil teve uma melhora na classificação de risco.

A dívida pública, a dependência de commodities internacionais com dólar elevado e a insegurança fiscal do país, são fatores que impedem melhorar a classificação.

Com uma onda de protecionismo, gerando um aumento de taxas para produtos importados, forçando um cenário de guerra comercial, deixando mais complexo a avaliação de risco.

Mas tudo isso pode mudar em 2025 e 2026 com as constantes mudanças geopolíticas.

Conclusão.

O Brasil como um país emergente, precisa principalmente de uma reforma fiscal mais segura e uma política monetária com menos restrições.

Previsão para Selic 2024.

As previsões para Selic 2024 não são muito animadoras para quem não é investidor em títulos atrelados ao índice.

Com uma grande probabilidade de um aumento na Selic para os próximos meses, o setor de varejo será o mais afetado nesse cenário.

A macroeconomia brasileira vem sofrendo com aumento inflacionário, queda no PIB e principalmente os riscos fiscais.

Com tudo isso, o Banco Central provavelmente elevará a Selic em 0,5% na próxima reunião do COPOM.

Nesse cenário, os especialistas financeiros que acreditavam em uma Selic otimista para o final do ano em 11,25%, já recalculam uma taxa de 11,75% ao ano.

A macroeconomia brasileira.

O cenário macroeconômico brasileiro não é dos melhores, com aumento dos combustíveis, alimentação e energia elétrica, a população começa a consumir menos.

O IPCA, índice que mede a inflação, tem uma previsão de 4,5% para o ano de 2024, o que agrava a situação, pois estamos no limite da meta inflacionária.

Já o dólar pode ter uma pequena queda, com previsões de cair até R$5,40 até o final do ano de 2024.

Os especialistas projetam uma desaceleração na economia de 2024, prevendo um PIB de 2,9% até o final deste ano.

E por fim, o risco fiscal tem agravado muito a economia brasileira, o mercado financeiro tem recebido com ceticismo os anúncios contraditórios de corte nos gastos públicos para 2025 e ao mesmo tempo aumento em subsídios fiscais.

Conclusão.

Com a piora no cenário econômico e aumento nos riscos fiscais, a economia brasileira pode ter uma queda no rendimento econômico até meados de 2025.

Desaceleração econômica brasileira.

O mês de Agosto de 2024 deu sinais de desaceleração econômica segundo dados fornecidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A queda de 0,4% no setor de serviços aliado ao baixo desempenho do setor industrial e varejistas no mês de Julho comprovam a desaceleração econômica nesse trimestre de 2024.

Além disso, a crescente taxa de juros e gastos públicos mais lentos ajudam para uma economia mais lenta.

Hoje o cenário de endividamento é alto no Brasil, com juros atuais acima dos 10%, o endividamento pode continuar por alguns meses.

A tendência é uma economia mais desacelerada, assim o alinhamento das políticas monetária e fiscal são muito importantes nesse momento.

Investimentos.

Com cenário de inflação alta, a taxa de juros tende a continuar subindo.

Os juros altos, elevam investimentos em renda fixa, sendo investimentos conservadores e seguros e nesse momento com alta rentabilidade.

Além do CDB, LCI e LCA, os títulos do tesouro direto tendem a ter uma alta demanda nesse momento.

As taxas de juros americanas em queda podem contribuir para atrair mais investidores nas rendas fixas brasileiras.

Na B3, os setores mais impactados com a alta de juros são os setores de varejo e construção civil, pois são setores mais sensíveis à perda de poder de compra da população.

Conclusão.

Apesar da desaceleração econômica no Brasil, a maioria dos especialistas em economia acreditam que a economia brasileira começará a aquecer no próximo ano.

Novas projeções para a Selic.

As novas projeções para a Selic devem ser fixadas na casa dos 10% conforme previam os especialistas.

O boletim Focus já anunciou sua projeção de dois dígitos para o final de 2024.

O Banco Central já demonstra sinais que não está muito à vontade para cortar a taxa de juros devido a situação econômica de outros países.

A economia dos EUA é a que mais influencia na resistência do Copom em cortar juros.

A incógnita sobre a inflação e o rumo da manutenção da taxa de juros dos EUA é a maior referência para o corte de juros do Brasil.

Outros impactos.

Com a dificuldade de baixar a taxa de juros, as empresas ficam impactadas com créditos mais caros, dificultando seu crescimento.

Os impactos ambientais, como a chuva que alagou o Rio Grande do Sul, vai afetar boa parte da inflação de 2024 devido a redução de certos alimentos produzidos no sul do Estado.

O PIB teve uma queda na projeção que era de 2,09% para 2,05%, muito provavelmente devido aos estragos provocados pela chuva no sul do país.

As metas fiscais que o Governo federal não consegue apresentar uma definição concreta faz com que investidores, principalmente estrangeiros, não invistam no país.

Nesse cenário as projeções da inflação(IPCA) que era de 3,5% passou para 3,7% devido a toda essa turbulência econômica.

Conclusão.

Além dos impactos ambientais que afetaram a economia do país, o cenário econômico externo também impactam a nossa economia, aumentando a inflação e diminuindo o capital estrangeiro.

Impactos econômicos causados pelas chuvas no Rio Grande do Sul.

Uma das maiores catástrofes na história do Brasil foi o alagamento do estado do Rio Grande do Sul que já afetou 97% de todo estado gaúcho.

O alagamento foi algo bem raro, onde choveu tanto e por vários dias que não foi possível escoar rapidamente a água pelos rios, cobrindo as casas literalmente, afetando mais de 2 milhões de gaúchos.

Os danos que estão sendo incalculáveis com perdas de estruturas, plantações, pessoas e animais, poderá ser maior ainda quando a água baixar e ter uma ideia melhor da destruição.

O Rio Grande do Sul é o maior produtor de arroz do Brasil, corresponde a 70% da produção nacional e o Governo Federal já fala em importar arroz para que não haja desabastecimento.

Com toda essa destruição do estado, toda força de trabalho e ajuda serão destinados para o Rio Grande do Sul, levando um tempo para reestruturação do estado e a um impacto na economia Brasileira.

Desaceleração econômica nacional.

O impacto das enchentes afetará o setor de agropecuária, principalmente arroz, soja e carne bovina, suína e aves.

A notícia de desabastecimento de arroz pode levar a uma alta no preço do produto, mesmo com o anúncio do Governo federal que irá importar arroz de outros países.

Essa especulação de desabastecimento do arroz é infundada segundo Gedeão Pereira, presidente da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), pois segundo ele, 80% do arroz já foi colhida antes da tragédia e o escoamento do produto não será afetada, uma vez que ela pode ser feita de navios.

O impacto na indústria gaúcha afetará os gaúchos que ficarão sem trabalho devido a paralisação, e logo afetará o país com desabastecimento.

O agronegócio, que contribuiu muito com o PIB brasileiro, poderá não agregar valor no PIB de 2024 devido aos danos nas plantações do Rio Grande do Sul.

Conclusão.

Pode ser considerada a maior catástrofe da história do Brasil, a enchente no Rio Grande do Sul já matou muitas pessoas e animais, deixando desabrigado inúmeras pessoas, os próximos passos será a reconstrução das cidades gaúchas e analisar o impacto para a população e para economia brasileira.

Crescimento no PIB brasileiro e alta dos preços.

O Produto Interno Bruto, o PIB, teve um crescimento de 2,9% segundo o IBGE.

Com esse crescimento no PIB, o Brasil fica no top 10 entre as maiores economias do mundo.

Ficando na 9ª colocação, com um PIB de 2,17 trilhões de dólares.

Esse crescimento se deve novamente ao agronegócio, mas também teve ajuda do setor da indústria e do serviço.

Para o próximo trimestre, os economistas acreditam em uma leve desaceleração no PIB brasileiro, isso por conta de uma queda na safra do agronegócio devido a sazonalidade.

A contrapartida da alta dos preços.

Apesar do bom desempenho do PIB brasileiro, os preços estão em alta, principalmente o preço dos alimentos.

Mas qual seria o motivo dessa alta, uma vez que teoricamente a economia vai indo bem e a inflação está baixa?

Segundo especialistas, o fator principal do aumento dos alimentos no primeiro trimestre de 2024 foi puxado pela baixa safra devido às altas temperaturas que sofremos este ano.

Além disso, alguns produtos alimentícios importados tiveram uma grande alta, um exemplo foi o azeite de oliva, a safra de azeitonas foi muito ruim na Espanha, elevando o preço do produto no mundo.

Com uma safra melhor no setor do agronegócio, combinado ao aquecimento nas vendas no setor de varejo impulsionado pela queda de juros, podemos ter um equilíbrio nos preços nos próximos meses.

Conclusão.

A economia brasileira é cíclica, então não é novidade essa oscilações dos preços, lembrando que agora com a queda dos juros, os empresários podem ter uma projeção de investimentos para o próximo semestre e um aquecimento nas vendas.