PEC da jornada 6×1.

O assunto mais falado nas últimas semanas foi sobre a PEC da jornada 6×1.

A PEC (Proposta de Emenda à Constituição) proposta pela deputada federal Erika Hilton(PSOL-SP) visa alterar o 7° artigo da constituição que trata da jornada de trabalho.

A proposta altera a atual jornada de trabalho de 44 horas semanais para 36 horas semanais.

A justificativa para alteração proposta pela PEC foi o desejo de aumentar a qualidade de vida do trabalhador com a família e mais tempo para se capacitar por meio de cursos ou ingresso à faculdades.

Outra justificativa, foi a tendência mundial na redução da jornada de trabalho, países como Alemanha, Canadá e Holanda já implementaram jornadas de 32 horas semanais em média.

Impactos na economia brasileira.

Um setor que seria favorecido seria o de lazer e eventos, que aumentaria o consumo de bares, restaurante, cinemas, teatros, shows, entre outros do setor de entretenimento.

O varejo será mais impactado negativamente, uma vez que o custo de produção aumentará e isso será repassado para o consumidor.

Apesar da PEC visar o aumento na contratação, a CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo) diz que a redução da jornada de trabalho poderá gerar demissões em massa e fechamento de empresas.

Segundo especialistas da CNC, a redução da jornada de trabalho para criação de novos empregos não se sustenta, o que cria novos empregos é o crescimento econômico.

Empresarios no setor de farmácias, postos de gasolina, padarias, entre outros estabelecimentos que funcionam praticamente todos os dias e longos horários do dia, seriam muito afetados pois contratam muitos trabalhadores.

Conclusão.

A redução na jornada de trabalho é uma tendência em grandes países de primeiro mundo, mas aqui no Brasil, existem dúvidas se a redução na jornada de trabalho ajudaria a aumentar o número de contratação ao mesmo tempo que a qualidade de vida do trabalhador melhora.

Riscos às contas públicas.

Os possíveis gastos com aumento nos benefícios sociais proposto pelo governo podem ultrapassar os 38 bilhões de reais.

A nova PEC tem na pauta aumentar o benefício do Auxílio Brasil de 400 para 600 reais, um reajuste no vale gás de 13kg a cada 2 meses e o auxílio diesel inicialmente era de 400 para 1000 reais.

A PEC que já está sendo chamada de “PEC das bondades” devido a mudanças nos benefícios sociais próximo das eleições.

O ministro da economia, Paulo Guedes, que anteriormente era contra PEC por furar a regra do Teto de gastos, agora defende a PEC, utilizando os dividendos da Petrobras e dinheiro arrecadado dos acionistas da Eletrobras para cobrir os gastos.

Tudo isso pode ser uma manobra desesperada do presidente Bolsonaro para evitar uma possível derrota nas eleições.

Projeções econômicas.

Todas essas incertezas levam os investidores a migrar os investimentos no Brasil para os Estados Unidos.

Com essa migração, a bolsa de valores derretem, fazendo o índice da bolsa de valores de São Paulo caírem todos os dias.

Com os juros altos e com projeção de aumento durante os próximos meses, o PIB brasileiro terá uma retração.

Se a PEC for aprovada, provavelmente faltará dinheiro aos cofres públicos, e a manobra do Governo será aumentar a taxa de juros para arrecadar mais dinheiro ou imprimir mais dinheiro.

Qualquer das manobras será ruim, aumentando os juros o país não tem crescimento econômico e imprimir mais dinheiro vai aumentar a inflação.

Conclusão.

O benefício social é muito importante, mas o custo pode ser alto a longo prazo, podendo quebrar a economia e piorar a situação que já não está boa.