A saída da Cielo da bolsa de valores.

Com o aumento da concorrência da Cielo entre as empresas de adquirência no mercado, as controladoras da Cielo resolveram retirar do mercado de ações seus ativos e com isso acreditam tornar-se mais competitiva.

O Banco do Brasil e o Bradesco, que são as controladoras da Cielo, decidiram iniciar uma oferta pública unificada de aquisição (OPA) de todas ações da empresa.

A OPA é a oferta que as controladoras da Cielo(BB e Bradesco) farão para os acionistas e comprar todas ações em posse desses acionistas.

A oferta será de 5,35 Reais, uma oferta de 6,4% acima do valor do último fechamento do dia 5 de fevereiro de 2024.

Finalizando esse processo, o Banco do Brasil poderá chegar a posse de 49,99% do capital e o restante ficará com o Bradesco.

Acionistas minoritários.

Segundo o relatório técnico fornecido pela Cielo, o prêmio pago aos acionistas minoritários será de 6%, ficando no valor de R$5,35.

Analistas acreditam que um prêmio de 6% pode gerar uma resistência por parte dos acionistas minoritários.

A resistência por parte dos acionistas poderá gerar um obstáculo ao processo das controladoras assumirem o controle total da Cielo.

Para concluir o processo de retirada da bolsa de valores, o conselho de administração da Cielo precisa de ⅔ de aprovação dos acionistas.

O CEO do Bradesco, Marcelo Noronha, gostaria que o processo finalize em 150 dias e acredita que mesmo com as negociações com acionistas, o valor não deve ter mudanças significativas.

Conclusão.

A jornada de uma das ações que já foi a maior pagadora de dividendos chegou ao fim no mercado de capital aberto, fica agora o aprendizado para os acionistas sobre uma oferta pública unificada de aquisição e como realocar os valores em um novo ativo.