Desaceleração econômica brasileira.

O mês de Agosto de 2024 deu sinais de desaceleração econômica segundo dados fornecidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A queda de 0,4% no setor de serviços aliado ao baixo desempenho do setor industrial e varejistas no mês de Julho comprovam a desaceleração econômica nesse trimestre de 2024.

Além disso, a crescente taxa de juros e gastos públicos mais lentos ajudam para uma economia mais lenta.

Hoje o cenário de endividamento é alto no Brasil, com juros atuais acima dos 10%, o endividamento pode continuar por alguns meses.

A tendência é uma economia mais desacelerada, assim o alinhamento das políticas monetária e fiscal são muito importantes nesse momento.

Investimentos.

Com cenário de inflação alta, a taxa de juros tende a continuar subindo.

Os juros altos, elevam investimentos em renda fixa, sendo investimentos conservadores e seguros e nesse momento com alta rentabilidade.

Além do CDB, LCI e LCA, os títulos do tesouro direto tendem a ter uma alta demanda nesse momento.

As taxas de juros americanas em queda podem contribuir para atrair mais investidores nas rendas fixas brasileiras.

Na B3, os setores mais impactados com a alta de juros são os setores de varejo e construção civil, pois são setores mais sensíveis à perda de poder de compra da população.

Conclusão.

Apesar da desaceleração econômica no Brasil, a maioria dos especialistas em economia acreditam que a economia brasileira começará a aquecer no próximo ano.

Selic 10,75%.

Na última quarta feira(20/3/2024), tivemos mais um corte na taxa de juros(Selic) de 0,5%, ficando agora em 10,75% ao ano.

Nesse percentual, estamos com a menor taxa de juros desde Fevereiro de 2022.

Teoricamente, uma taxa de juros mais baixa aquece o mercado, aumentando as vendas e facilita o crédito para os empresários.

O setor de varejo pode começar a “respirar” com o crédito mais barato, podendo já ter uma projeção para as vendas de fim de ano.

Já para os investidores em renda fixa, investimentos como CDB, LCI e LCA começam a ter menos retorno.

Investimentos.

Os investimentos em renda fixa com retornos de mais de 1% está muito difícil de encontrar agora.

Para ter rentabilidade próximo dos 12% anuais, o investidor terá que arriscar mais, investindo em bancos ou financeiras menores que pagam 120% do CDI.

Para quem investe em LCI e LCA, é importante ficar atento às novas regras de carência, onde novos papéis emitidos têm carência de 6 a 12 meses.

Outra forma é migrar parte dos investimentos para uma renda variável como ações ou FII’s e alavancar uma rentabilidade melhor a longo prazo.

O importante agora é mesclar investimentos em renda fixa e variável para ter um melhor desempenho na carteira de investimentos.

Conclusão.

Com a Selic em queda constante, rentabilidades acima de 1% ao mês ficam cada vez mais raras, e o investidor terá que ter astúcia para ter uma carteira de investimento mais rentável.

Novas regras para LCI, LCA, CRI, CRA e LIG.

Os investimentos em Letras de Crédito do Agronegócio(LCA), Letras de Crédito Imobiliário(LCI), Letras Imobiliárias Garantidas (LIG), Certificados de Recebíveis do Agronegócio(CRA), Certificados de Recebíveis Imobiliários(CRI) tiveram suas regras alteradas pela CMN(Conselho Monetário Nacional).

A partir do dia 1 de Fevereiro, esses investimentos isentos de imposto de renda terão alterações no lastro e no tempo mínimo de investimento.

O prazo mínimo de investimento em uma LCA passa de 3 meses para 9 meses, enquanto de uma LCI passa de 3 meses para 12 meses.

Já o lastro, foi definido que só poderão emitir os papéis empresas que realmente estão ligadas ao ramo imobiliário e do agronegócio.

Essas novas regras servem para evitar que empresas fora do segmento imobiliário e agronegócio emitam papéis e aproveitem da isenção do imposto de renda.

O que muda para o investidor?

As mudanças serão somente para novas emissões de papéis, os investimentos emitidos em carteira, antes da alteração nada muda.

Com a alteração nas regras, os títulos ficarão mais escassos, então provavelmente a rentabilidade poderá ser afetada.

O investidor terá que pesquisar muito mais agora se quiser manter esses títulos em carteira com as novas regras.

Um ponto que poderá ser decisivo para alguns investidores será a carência, que agora será de no mínimo entre 9 e 12 meses, o que poderá impactar em casos de investimentos de curto prazo.

Mas o investidor deverá ter em mente que não é porque o investimento é isento de imposto de renda que é melhor do que um que tenha, o que importa no final é a rentabilidade real.

Conclusão.

Com número reduzido de papéis principalmente em LCI e LCA, o investidor terá que procurar outros investimentos como CDB e tentar mesmo com a diluição do imposto de renda, tirar uma rentabilidade próxima de um LCI ou LCA.

Renda fixa.

Pode parecer estranho, mas apesar das quedas recorrentes da Selic, o número de pessoas físicas investidores em renda fixa aumentou 15% segundo Banco Central.

No mesmo período, o número de investidores na renda variável se manteve estável, apesar disso, os valores investidos aumentaram 20%, segundo a B3.

Dentro da renda fixa, as Letras de Crédito Imobiliária(LCI) tiveram um aumento de 58% no número de investidores, liderando o ranking da renda fixa.

O próximo do ranking na renda fixa são as Letras de Crédito do Agronegócio(LCA), que aumentaram em 29% o número de investidores.

O CDB ficou em último lugar, provavelmente pelo fato de recair imposto de renda sobre os rendimentos, mas mesmo assim teve um aumento de 12% no número de investidores.

Onde investir em renda fixa com a queda da Selic.

Com a queda da taxa Selic, a estratégia é muito importante nesse momento.

A taxa Selic em 11,25% e uma projeção de queda até Dezembro de 2024 para 9%, o ideal é encontrar a melhor taxa de retorno entre esses percentuais.

Sabendo das da projeção da taxa Selic em queda, o ideal seria encontrar um investimento de renda fixa prefixada com rentabilidade maior que 10%.

Lembrando que uma Selic com projeção de alta, o ideal é um investimento de renda fixa pós fixado.

Outra estratégia é tentar encontrar investimentos em renda fixa com rentabilidade de mais de 100% do DI.

Conclusão.

A renda fixa ainda é o investimento mais seguro, mas ainda assim é muito importante diversificar esses investimentos para ter mais segurança e rentabilidade.

O que esperar da economia em 2024?

O ano de 2023 está acabando e especialistas em economia destacam que o saldo foi positivo para a economia brasileira.

A inflação(IPCA) ficou abaixo dos 5% no acumulado de 12 meses e a taxa de juros(Selic) fechou em 11,75% anuais.

Além disso, a agência de risco S&P (Standard & Poor’s) subiu o rating do Brasil de BB- para BB, não sendo a melhor nota, mas já é um sinal de crescimento.

A maior dúvida para economia de 2024 será como ela sairá com as novas medidas econômicas que o Governo Federal adotará e com um rombo de mais de 140 bilhões de reais.

Mas alguns especialistas em economia acreditam que o primeiro trimestre de 2024 será estagnado, pois o governo não irá cortar gastos e aumentará a arrecadação com novos impostos e taxas.

Economia e finanças.

Com a economia sendo uma incógnita, como fazer para proteger suas finanças em 2024?

Com uma projeção de queda na taxa de juros, o ideal é encontrar investimentos que não cobrem imposto de renda sobre o rendimento ganho.

A maioria dos investimentos que estão livres de imposto de renda sobre os rendimentos estão na renda variável, como os lucros sobre venda de ações até 20 mil reais e seus dividendos, além de proventos de FII’s.

Para que prefere renda fixa, investimentos em LCA e LCI estão livres de imposto de renda sobre os rendimentos.

O tesouro direto pode não ser a melhor opção de investimento em 2024, pelo menos no primeiro trimestre, com a Selic caindo e a inflação baixa, o tesouro direto não é muito atrativo, além de recair imposto de renda sobre os rendimentos.

Conclusão.

Indiferente de ser um bom ano para economia em 2024, teremos que continuar encontrando formas de ter bons rendimentos em nossos investimentos. Feliz 2024!!!

Poupança, aplique 100 Reais e perca 6 Reais.

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A Poupança já não tem um bom rendimento a vários anos, e os últimos 2 anos foram péssimos para quem investiu nela.

Quem investiu nos últimos 12 meses na Poupança, para cada 100 Reais investidos, teve um prejuízo de 6 Reais por ano.

Com o IPCA(Inflação) a mais de 8% ao ano e o rendimento da Poupança de 2% ao ano, o lucro real da Poupança foi de -6% anuais.

Mas esse cenário não foi exclusivo somente da Poupança, alguns investimentos em CDB e LCI e LCA também tiveram lucro real negativos.

Esse cenário de rendimentos negativos pode durar muito tempo, para inverter esse cenário a Selic deve estar a mais de 8,5% e o IPCA a menos de 6%.

Bolsa de valores, lucros de até 23%.

Um cenário totalmente inverso é para alguns investidores em renda variável, onde muitos tiveram nos últimos 12 um lucro real de até 23%.

Muitos ativos na bolsa de valores renderam 31% em 12 meses, descontando o IPCA de 8%, lucrando 23%.

Assim, a cada 100 Reais investidos em renda variável o investidor lucrou 23 Reais.

O medo e a falta de conhecimento do brasileiro em investimentos faz com que deixem de lucrar em investimentos mais interessantes.

No cenário atual, deixar o dinheiro na Poupança vai ser uma forma de perder dinheiro, fazendo o poder de compra do brasileiro ficar cada vez menor.

Conclusão.

Está bem claro que a Poupança não é mais uma forma de ganhar dinheiro e sim de perder, além disso esse cenário ainda vai se manter por muito tempo visto que os índices econômicos estão variando em sentidos opostos.

Poupança, porque é tão querida?

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A Poupança é um “investimento” que tem um lucro real negativo por 2 anos consecutivos, ou seja, contabilizando os rendimentos da Poupança e subtraindo a Inflação, o investidor perde dinheiro no final.

Mesmo com esse fator negativo, qual o motivo de tanta gente aplicar dinheiro na Poupança?

Estava lendo uma notícia, e fiquei surpreso com os dados levantados. As informações levantadas pelos especialistas falam que não é somente pessoas com baixa instrução ou com pouco dinheiro que investem na Poupança.

Segundo a notícia, existem mais de 22 mil contas com mais de 1 milhão de Reais na Poupança, 120 dessas contas guardam 20 milhões de Reais.

Com esse levantamento, fica claro que não são somente pessoas com pouco recurso ou investidores eventuais, existem pessoas com muito dinheiro que investem na Poupança, mas por quê?

Quais são os motivos?

Falar sobre os motivos que levam as pessoas a investirem na Poupança é bem subjetivo.

Para algumas pessoas é a desinformação que faz com que ela ainda continue perdendo dinheiro na Poupança.

Outro ponto é que os conhecimentos passados por gerações não são atualizados, por exemplo, o pai ensina o filho que a Poupança é uma aplicação rentável e segura. Mas o pai tem conhecimentos na época onde os juros eram mais altos, no momento que ele ensina o filho os juros podem não ser tão altos e não valer a pena.

Além disso, outros grupos de investidores da Poupança acreditam na falsa liquidez que a Poupança oferece. A Poupança oferece uma liquidez “condicional”, ou seja, você pode sacar o investimento a qualquer momento, mas só terá o rendimento se sacar no aniversário mensal da aplicação.

Agora, quando falamos de milhões de Reais investidos na poupança, pode se tratar de investidores mal informados, mas pode esconder algo ilícito. Como a poupança não é passível de imposto de renda e da obrigatoriedade de declaração de IR anual, o dinheiro investido pode ser de fontes ilícitas.

Conclusão.

Se ainda investe na poupança, comece a entender outros produtos que oferecem mais rentabilidades e são tão seguras quanto a Poupança, por exemplo, os LCI’s e LCA’s rendem mais que a Poupança, não são passíveis de IR e estão cobertas pela garantia do FGC até 250 mil Reais por Banco e CPF.