Nova faixa de desconto do INSS de 2020.

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Está preparado para mais um aumento no desconto no seu holerith?

Os pagamentos feitos a partir de Março de 2020 vão ter alteração com novas faixas de desconto na contribuição do INSS.

No dia 14 de Janeiro de 2020 o Governo Federal reajustou o benefício pago pelo INSS, um aumento de 4,48% baseado no INPC de 2019.

Assim, o teto pago aos aposentados até 2019 que era de R$ 5.839,45 passou a ser de R$ 6.101,06 a partir de Janeiro de 2020.

Com o reajuste no benefício, a contribuição também teve que ser reajustada, e uma nova faixa de 14% foi adicionada na tabela de contribuição do INSS.

Como fica a nova faixa de contribuição?

Para os pagamentos que forem feitos em Janeiro e Fevereiro de 2020, a tabela continua a mesma de 2019:

  • 8% para quem recebe até R$ 1.830,29
  • 9% para quem ganha entre R$ 1.830,30 e R$ 3.050,52
  • 11% para salários entre R$ 3.050,53 e R$ 6.101,06

Para pagamentos feitos a partir de Março de 2020, a tabela foi modificada:

  • Até um salário mínimo: 7,5%
  • Acima de um salário mínimo até R$ 2.089,60: 9%
  • De R$ 2.089,61 a R$ 3.134,40: 12%
  • De R$ 3.134,41 até o teto (de R$ 6.101,06 , em 2020): 14%

Lembrando que assim como o benefício tem um teto de R$ 6.101,06, o limite do desconto da contribuição tem um teto de R$ 671,11.

Conclusão

Fique atento aos novos descontos na sua folha de pagamento em 2020, com as novas faixas de contribuição do INSS, com a tabela do Imposto de Renda sem alteração e com um possível reajuste baixo no dissídio salarial, pode ser que seu salário líquido seja menor que do ano de 2019.

Vale a pena aposentar pelo INSS?

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Você ainda acha que a aposentadoria do INSS vai ser suficiente para viver bem o resto da vida?

Se você respondeu que sim, infelizmente tenho péssimas notícias e continue lendo esse texto.

Cada vez mais pagamos por mais tempo e recebemos menos benefícios além das constantes mudanças a cada governo.

Como não fosse o bastante esses problemas descritos, ainda temos a questão da desvalorização do benefício que não acompanha a inflação de alguns produtos e serviços.

Fica evidente que cada ano que passa, mais difícil fica a vida de um aposentado pelo INSS.

Porque não vale a pena aposentar pelo INSS.

Uma coisa que pagamos e torcemos para não usar é no plano de saúde.

E o plano de saúde tem um reajuste anual totalmente desproporcional a inflação. Geralmente o reajuste anual do Plano de saúde supera a inflação e o salário mínimo, ou seja cada ano o benefício da aposentadoria fica cada vez menor.

Além dos planos de saúde, o aposentado depende de algumas medicações que também tem seu reajuste anual superando a inflação e o salário mínimo.

Baseando que as 2 necessidades básicas de um aposentado são alimentação e saúde e o fato do plano de saúde de medicamentos aumentarem superando a inflação, você consegue imaginar como se sustentar somente com o benefício da aposentadoria?

Sinceramente não consigo imaginar alguém tendo uma aposentadoria saudável e tranquila dependendo do benefício do INSS.

Algumas soluções.

Nada vai adiantar ficar aguardando o governo fazer algo para mudar esse cenário, é bem provável que as coisas piorem daqui para frente.

Algumas opções que podemos fazer para contornar isso são:

  1. Ter alguma renda extra como algum negócio ou imóveis para completar as despesas, mas ainda não acho a melhor opção;
  2. Ter alguma aposentadoria privada para substituir ou complementar a renda;
  3. Ter investimentos balanceados entre Renda Fixa e Renda variável.

Das 3 opções, a opção de investimentos balanceados é a melhor opção, pois sempre vai ter uma rentabilidade acima da Inflação.

Além disso, se bem administrado esse investimento pode passar por gerações e com crescimento orgânico.

Comece poupando um pouco todo mês para ter pelo menos uma reserva e/ou um rendimento recorrente e não precisar depender da aposentadoria do INSS.

Conclusão

Se aposentar no Brasil e depender do benefício do INSS está cada vez mais difícil, hoje estamos contribuindo, mas é assustador se pensar anos a frente, se fizer as contas vai perceber que o poder de compra está cada vez menor e que não podemos mais contar somente com o benefício do governo.