Alta no IPCA Março 2025.

O IPCA, índice que mede a inflação oficial do Brasil, subiu 0,56% em março, segundo o IBGE. Apesar da alta, houve desaceleração em relação a fevereiro, quando o índice foi de 1,31%. No ano, a inflação acumula 2,04%.

Nos últimos 12 meses, a inflação chegou a 5,48%, ultrapassando o teto da meta do Banco Central (4,5%). O número veio dentro das expectativas do mercado, que já projetavam essa alta para março.

Todos os nove grupos de produtos e serviços tiveram aumento no mês. O maior impacto veio de Alimentação e bebidas, com alta de 1,17%, puxada por produtos como tomate, ovo e café moído.

O índice de difusão ficou em 61%, indicando que a alta de preços foi ampla, mas menos espalhada que em janeiro. A inflação se concentrou mais em alimentos do que em outros setores.

Mesmo com a desaceleração, a inflação segue pressionando, especialmente o custo da alimentação. O dado mantém o alerta para a política de juros e os próximos passos da economia brasileira.

Comida sobe, cinema também: o que encarece sua vida em março?

A alimentação no domicílio subiu 1,31% em março, impulsionada pela alta do tomate, café e ovos. A seca e o calor afetaram as lavouras, enquanto a alta do milho e a quaresma elevaram o preço dos ovos. Por outro lado, óleo de soja, arroz e carnes registraram queda.

A alimentação fora de casa também ficou mais cara, com alta de 0,77%, puxada principalmente por refeição (0,86%) e cafezinho (3,48%), ambos acelerando em relação a fevereiro.

Entre os serviços, despesas pessoais tiveram a segunda maior alta (0,70%), com destaque para cinema, teatro e shows (7,76%). Em transportes, a passagem aérea subiu 6,91%, enquanto os combustíveis desaceleraram, mas ainda subiram.

No grupo vestuário, houve aumento de 0,59%, com altas nos preços de roupas e calçados. Já a energia elétrica, que havia aumentado em fevereiro, teve leve alta de 0,12% em março, refletindo a normalização após os descontos nas contas de luz.

A inflação de serviços desacelerou para 0,62%, e os preços monitorados caíram para 0,18%. O INPC, que mede a inflação para famílias de baixa renda, subiu 0,51% em março, acumulando alta de 5,20% em 12 meses.

Conclusão.

Apesar da desaceleração do IPCA em março, a inflação segue pressionando o orçamento das famílias, principalmente por conta da alta nos alimentos, impactados pelo clima e pela demanda sazonal. Outros serviços, como transporte e lazer, também contribuíram para o aumento de preços, enquanto alguns itens, como carnes e energia elétrica, ajudaram a conter a alta geral. O cenário ainda exige atenção, já que o índice acumulado em 12 meses continua acima da meta do Banco Central, o que pode influenciar decisões sobre juros e o ritmo da economia nos próximos meses.