Impactos sociais e distributivos da isenção do IR

A proposta de isenção do Imposto de Renda (IR) para salários de até R$ 5 mil proporciona um alívio imediato no orçamento das famílias de renda média e média-baixa. Esse alívio pode se traduzir em maior poder de consumo, quitação de dívidas e melhoria na qualidade de vida. A medida tende a beneficiar especialmente os trabalhadores assalariados que vinham sendo impactados pela defasagem da tabela do IR ao longo dos anos.

A alteração na tabela do IR também reforça a progressividade do sistema tributário. Ao aumentar a faixa de isenção e ajustar as alíquotas para rendas maiores, a proposta busca tornar a cobrança de tributos mais justa, favorecendo quem ganha menos e cobrando proporcionalmente mais de quem tem maior capacidade contributiva.

Apesar dos efeitos positivos, há o risco de aumento da inflação, principalmente no setor de serviços, já que o crescimento da renda disponível pode elevar a demanda. Caso a oferta de bens e serviços não acompanhe esse aumento de consumo, os preços podem subir, reduzindo parte do benefício percebido pelas famílias.

Outro ponto de atenção é a necessidade de compensação da renúncia fiscal estimada. A perda de arrecadação pode afetar a capacidade do governo de manter investimentos em áreas essenciais, a menos que novas fontes de receita sejam implementadas ou que haja redirecionamento orçamentário adequado.

Do ponto de vista político, a aprovação unânime do projeto na Câmara dos Deputados evidencia o apoio popular e institucional à medida. Essa sinalização positiva pode ser vista como um marco importante para futuros avanços na agenda da reforma tributária no país.

Efeitos econômicos e riscos para a sustentabilidade fiscal

Do lado econômico, a medida tem potencial para estimular o consumo interno. Com mais dinheiro em circulação, empresas podem sentir um aumento na demanda por seus produtos e serviços, o que pode gerar novos investimentos e, eventualmente, criar empregos. Esse ciclo é benéfico para o crescimento econômico, especialmente em momentos de estagnação.

Parte da renda adicional pode ser utilizada para reduzir o endividamento das famílias, contribuindo para a estabilização da economia doméstica. Isso fortalece a capacidade de consumo no médio prazo e reduz a vulnerabilidade financeira de milhões de brasileiros, melhorando o acesso ao crédito e fomentando o mercado interno.

Porém, há desafios significativos no campo fiscal. A renúncia de bilhões em arrecadação exige planejamento para não desequilibrar as contas públicas. Se não houver compensações eficientes, o governo pode ser forçado a aumentar tributos em outras áreas ou cortar gastos públicos, com potenciais impactos sociais negativos.

O cenário de juros elevados também complica a execução dessa política. Com o custo da dívida pública alto, aumentos de despesas ou queda na arrecadação podem gerar desconfiança nos mercados, pressionando ainda mais os indicadores fiscais e econômicos.

Embora a mudança no IR seja relevante, ela é apenas uma parte de um sistema tributário que ainda precisa de ajustes mais profundos. A elevada carga sobre o consumo e a pouca progressividade em outras áreas indicam a necessidade de uma reforma mais ampla para garantir um sistema mais justo e equilibrado.

Conclusão

A ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda representa um avanço na direção de maior justiça fiscal e alívio financeiro para milhões de brasileiros. Seus benefícios sociais e econômicos são claros, mas sua eficácia dependerá do equilíbrio entre os incentivos ao consumo, o controle da inflação e a responsabilidade fiscal. Para garantir resultados sustentáveis, é essencial que essa medida seja acompanhada por uma reforma tributária mais abrangente e estruturante.

As novas regras do imposto de renda 2024.

O programa para a declaração do imposto de renda começou dia 12 de março e o prazo acaba em 31 de maio.

Quem recebeu rendimentos tributáveis, sujeitos ao ajuste na declaração, cuja soma foi superior a R$ 30.639,90 (antes era de R$ 28.559,70) é obrigado a fazer a declaração.

Além de outros rendimentos como aplicações financeiras, bens móveis e imóveis ou teve lucro em vendas de bens.

Uma novidade é um assistente virtual da receita federal que auxiliará nas dúvidas sobre a declaração via chatbot.

Assim como no ano anterior, está disponível a declaração pré-preenchida que auxilia no preenchimento de dados fixos como CPF, endereço, entre outros.

Alterações nas regras 2024.

As alterações não foram muitas, o maior impacto será para investidores em criptomoedas.

Agora é obrigatório a identificação do tipo de criptomoedas, com inclusão de códigos com a relação diretamente no programa, informações sobre custódia e obrigatoriedade do CPF/CNPJ do custodiante.

Outra alteração é a obrigatoriedade de informar o CPF do alimentando no exterior e informações sobre a decisão judicial ou escritura pública.

Em relação a doações, houve alteração nos percentuais das deduções, a tabela com mais informações está no site da Receita Federal.

Nada muda no atraso da entrega da declaração, multa de 1% ao mês-calendário ou fração de atraso, então ainda é melhor entregar a declaração incompleta do que não entregar no prazo.

Conclusão.

Apesar de pequenas alterações nas regras do imposto de renda, é importante ficar atento às mudanças para não ter surpresas.

Texto aprovado na reforma tributária.

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Esse mês, foi aprovado na Câmara dos deputados o texto da reforma tributária sobre o imposto de renda.

O texto reduz o imposto de renda para empresas, taxação sobre dividendos e muda regras para pessoa física.

Se o Presidente Jair Bolsonaro sancionar o texto, as regras já começam a vigorar em 2022.

As novas regras beneficiam as empresas que pagarão menos imposto de renda.

Do outro lado, os acionistas terão que pagar 20% de imposto de renda sobre os dividendos recebidos.

Como ficam as nossas finanças.

Para pessoa física, a nova faixa do imposto de renda foi aprovada:

  1. Faixa 1 – até R$ 2.500: isento;
  2. Faixa 2 – De R$ 2.500,01 até R$ 3.200: 7,5%;
  3. Faixa 3 – R$ 3.200,01 até R$ 4.250: 15%;
  4. Faixa 4 – R$ 4.250,01 até R$ 5.300: 22,5%;
  5. Faixa 5 – Acima de R$ 5.300,01: 27,5%.

Para investidores em FII nada mudou, continuam isentos de pagamento de imposto de renda.

A grande novidade foi a aprovação do pagamento de 20% de imposto de renda sobre os dividendos que serão pagos agora pelo acionista.

Outra novidade foi a nova regra sobre isenção das taxas de IR sobre vendas de ações na bolsa(não day trade) que hoje é de vendas de até 20 mil Reais mensais, a nova regra é de 60 mil Reais trimestrais.

Essa última regra beneficia investidores que vendem até 60 mil Reais em 1 mês e nada nos próximos 2 meses, garantindo a oportunidade do mês de venda.

Conclusão.

Ainda é cedo para chegar a uma conclusão se as novas regras serão boas ou ruins para as nossas finanças, a princípio, teremos uma redução no valor dos dividendos, mas as empresas terão mais capital para reinvestir.

Novas regras Imposto de Renda 2019.

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Dia 25 de Fevereiro de 2019 estará liberado para download o programa para envio do Imposto de Renda.

Além da versão desktop para declaração de Imposto de renda, versões para celular e tablet poderão ser baixados.

Esse ano a entrega começa no dia 7 de Março de 2019 até dia 30 de Abril de 2019.

Quem ganhou mais de R$ 28.559,70 anuais em 2018 é obrigado a fazer a declaração de Imposto de Renda 2019.

O atraso da entrega gera uma multa de 1% por mês sobre imposto devido.

Regras do IR 2019.

Algumas regras que eram opcionais na declaração de 2018 são obrigatórios na declaração de 2019.

Entre as novas regras estão:

  1. Todos os dependentes devem ser declarados com seus cpf’s;
  2. Os imóveis devem ser incluídos com detalhes como número da matrícula e IPTU;
  3. Cada veículo devem ser declarados com seus respectivos RENAVAM.

As deduções, somente foi alterado para o recolhimento de INSS para empregada doméstica.

Seguem a lista de deduções:

  1. Desconto com empregado doméstico R$ 1.200,32(Era R$ 1.171,84);
  2. Dedução por dependente R$ 2.275,08;
  3. Despesas com educação por dependente ou com educação própria R$ 3.561,50.

Conclusão

Não deixe passar o prazo de entrega da sua declaração de Imposto de Renda, é melhor entregar errado e corrigir depois a não entregar no prazo, além disso fique atento as novas regras de entrega do Imposto de Renda 2019.

Investimentos que pagam mais que a poupança sem IR.

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A poupança mesmo sendo um dos piores investimento é o mais utilizado pelo Brasileiro.

Pode ser por falta de conhecimento, por medo ou pelos dois.

A falta de conhecimento faz com que a pessoa não procure investimentos com o mesmo grau de risco e que pagam muito mais juros.

Muitos sem conhecimento falam: “A poupança é o único investimento que tem baixo risco e não paga imposto de renda”.

Frases como essa mostra a falta de conhecimento em investimentos, uma simples busca no Google com as palavras: “investimento sem imposto de renda que pagam mais que a poupança”, vão ser encontradas vários sites mostrando as opções.

Uma simples busca e alguns minutos de leitura vão mostrar que existem algumas opções que são tão seguras quanto a poupança e são muito mais rentáveis.

Algumas opções de investimentos sem IR.

As opções mais interessantes que são tão seguras e não pagam imposto de renda como a poupança são:

  • Lci: Letras de crédito imobiliário ou LCI são investimentos onde o empréstimo é voltado no crédito em imóveis, muito parecido com a rentabilidade do CDB com a diferença que não existe desconto de IR, mas a desvantagem é que o investimento fica retido até a data de vencimento;
  • Lca: Letras de crédito do agronegócio ou LCA são investimentos onde o empréstimo é voltado para o agronegócio, assim como LCI o investimento não é descontado IR e o investimento fica retido até a data de vencimento.

Em ambos os casos, o investimento está segurado até 250 mil pelo FGC ou Fundo Garantidor de Crédito, ou seja se o Banco falir ou coisa parecida, seu dinheiro é devolvido por esse fundo.

Conclusão

Procure pesquisar ou ler sobre investimentos para ter algumas opções de investimentos de baixo risco e baixa tributação, Além disso a informação é a porta de entrada para outro investimentos mais rentáveis que a poupança.