Selic 14,25%.

O COPOM(Comitê de Política Monetária) elevou a Selic em 1% nesta última quarta-feira(19/3/2025) como já era previsto por vários economistas.

Com essa elevação, a taxa Selic passou de 13,25% para 14,25% e a quinta elevação consecutiva.

O Brasil é o quarto país com maior taxa de juros real, com 8,79%, ficamos somente atrás da Rússia, Argentina e Turquia, esse último com uma taxa de juros real em 11,90% ao ano.

Esses números já criam uma preocupação no setor de varejo, com crédito mais caro, o fluxo de caixa e financiamento de estoques ficam comprometidos.

Esse temor dos varejistas é compreensivo, pois especialistas financeiros já projetam uma elevação para 15% na próxima reunião do COPOM.

Qual o motivo da taxa Selic subir tanto?

O principal motivo do aumento da Selic é a inflação que está acima da meta estipulada.

A meta para inflação, o IPCA, é de 3% com margem de 1,5% para cima e para baixo, mas fechamos o ano em 2024 em 4,83%, acima da margem de 4,5% estipulada.

O Boletim Focus projeta uma inflação de 5,66% para 2025, o que gera mais motivos para uma taxa de juros mais alta.

A inflação é muito impulsionada pelo aumento dos combustíveis, energia elétrica, água, além dos problemas nas mudanças climáticas que prejudicam a geração de alimentos e rações animais.

Compilando alguns dos motivos da alta da inflação, a elevação da Selic se mostra importante, pois é um dos recursos necessários para tentar reduzir a inflação.

Conclusão.

A Selic muito alta é preocupante no sentido que ela atrapalha o desenvolvimento do país, por outro lado é um “remédio amargo” necessário para reduzir a inflação no país.

Selic 11,25%.

Nessa última reunião do Copom(06/11/2024), com decisão unânime dos integrantes, foi optado pelo aumento da taxa de juros.

O aumento foi de 0,5%, elevando a taxa de 10,75% para 11,25%.

As expectativas para Selic até o final de 2024 são de alta, ou seja, a taxa de juros continuará subindo.

A decisão de aumento na taxa Selic foi devido ao forte aumento na inflação, o IPCA, que já ultrapassou o teto da meta inflacionário que é de 4,5%.

A alta na cotação do dólar e os riscos fiscais também contribuíram para o aumento da taxa de juros.

Investimentos.

Os investimentos em renda fixa ficam ainda mais atrativos, chegando perto de um rendimento de 1% ao mês.

Entre os investimentos mais procurados, estão o LCI, LCA e CDB, além do Tesouro Selic

A Poupança não é um bom investimento a muito tempo, hoje os rendimentos ficam na casa dos 7% ao ano, já somando o TR.

Com a taxa de juros alta, os investimentos em renda variável, como as ações, ficam mais baratas, o que pode ser um bom negócio para aumentar a posição na carteira de investimento.

Os Fundos de investimento imobiliário, os FII, principalmente os de tijolo, são impactados negativamente, pois o financiamento fica mais caro e a procura diminui, pois os investidores migram para a renda fixa.

Conclusão.

Enquanto o Governo não cortar os gastos públicos e ministeriais, não vamos conseguir baixar a inflação, já tivemos vários aumentos fiscais e não conseguimos conter a inflação.

Taxa de juros mantida(10,50%).

Na última quarta feira(31/7/2024), tivemos mais uma manutenção na taxa de juros brasileira, a Selic.

O Copom resolveu mais uma vez manter a taxa de juros em 10,50% anuais.

A justificativa para essa manutenção foi a valorização do câmbio do dólar e a expectativa de aumento da inflação.

Foi unânime a decisão do conselho em manter a taxa de juros, o que mostra a preocupação do Banco Central na economia futura.

Mesmo os conselheiros indicados pelo presidente da República votaram em manter a taxa de juros, o que contraria a vontade de Lula, que exige a todo custo o corte na Selic.

Os impactos na economia.

Com juros relativamente altos, a procura por investimentos de riscos tendem a diminuir, levando investidores a aplicar em renda fixa que é mais segura.

Além dos impactos nos investimentos, os empréstimos ficam mais caros, impactando empresários e a movimentação no setor de imóveis e veículos.

A expectativa é que o Banco Central não irá baixar a taxa de juros até o final de 2024, então os impactos na economia podem ser prolongados.

O cenário externo, como a taxa de juros americano pode contribuir ou prejudicar a economia brasileira, tudo depende de como irá se comportar a elevação da taxa de juros americano.

Apesar dos problemas para a economia brasileira causados pela Selic alta, ela ainda é a única forma de ajudar na redução da inflação.

Conclusão.

A taxa de juros é cíclica, então, todos os anos teremos altas e baixas na taxa de juros para tentar resolver algumas questões na economia como a inflação e crédito bancário.

Selic 10,50%.

O Copom decidiu na última quarta-feira(19/6/2024) em manter a taxa de juros(Selic) sem alterações.

A taxa de juros(Selic) foi mantida em 10,50%, encerrando os ciclos de corte de juros.

A decisão em manter a taxa de juros foi unânime entre os integrantes do Copom, demonstrando que faz muito sentido manter a taxa de juros estacionada.

Com as incertezas sobre a alta de juros em outros países, o comitê de economia monetária resolveu manter a taxa de juros para controlar a inflação.

A alta inflacionária global também preocupa a economia brasileira, o que faz com que o Copom evite cortes nos juros.

Quais impactos para o país?

A taxa de juros é um amargo remédio para baixar a inflação.

Apesar da inflação brasileira não estar muito alta, o risco de uma alta inflacionária não pode ser descartado.

Com a taxa de juros elevada, o comércio e as indústrias têm crédito mais caro para financiar capital de giro.

Para pessoas físicas, crédito para financiamento de imóveis e veículos ficam mais caras, o que também impacta o setor de imóveis e veículos.

Para o investidor, altas taxas de juros significam bons retornos em investimentos de renda fixa.

Conclusão.

Com riscos de taxa de juros e inflação subirem no mercado externo, o Copom já se adiantou e manteve a taxa de juros estacionada para evitar aumento da inflação.

Novas projeções para a Selic.

As novas projeções para a Selic devem ser fixadas na casa dos 10% conforme previam os especialistas.

O boletim Focus já anunciou sua projeção de dois dígitos para o final de 2024.

O Banco Central já demonstra sinais que não está muito à vontade para cortar a taxa de juros devido a situação econômica de outros países.

A economia dos EUA é a que mais influencia na resistência do Copom em cortar juros.

A incógnita sobre a inflação e o rumo da manutenção da taxa de juros dos EUA é a maior referência para o corte de juros do Brasil.

Outros impactos.

Com a dificuldade de baixar a taxa de juros, as empresas ficam impactadas com créditos mais caros, dificultando seu crescimento.

Os impactos ambientais, como a chuva que alagou o Rio Grande do Sul, vai afetar boa parte da inflação de 2024 devido a redução de certos alimentos produzidos no sul do Estado.

O PIB teve uma queda na projeção que era de 2,09% para 2,05%, muito provavelmente devido aos estragos provocados pela chuva no sul do país.

As metas fiscais que o Governo federal não consegue apresentar uma definição concreta faz com que investidores, principalmente estrangeiros, não invistam no país.

Nesse cenário as projeções da inflação(IPCA) que era de 3,5% passou para 3,7% devido a toda essa turbulência econômica.

Conclusão.

Além dos impactos ambientais que afetaram a economia do país, o cenário econômico externo também impactam a nossa economia, aumentando a inflação e diminuindo o capital estrangeiro.

Selic 10,50%.

Na última quarta(08/5/2024) tivemos mais uma reunião do COPOM para manutenção da taxa de juros brasileira, a Selic.

Foi uma decisão apertada, praticamente metade do conselho do BACEN votou em um corte de 0,50% e a outra metade em 0,25%, ficando a decisão para o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.

A decisão final da manutenção da taxa de juros ficou em mais um corte de 0,25%, decisão justificada por um possível aumento da inflação.

Agora a taxa de juros passa de 10,75% para 10,50% ao ano.

A redução com um percentual mais baixo leva a crer que as expectativas de uma Selic de até 9% até o final de 2024 ficam cada vez mais distantes.

Investimentos.

Apesar de cada vez mais difícil encontrar investimentos em renda fixa de baixo risco que retornem mais de 1% ao mês, ainda é possível encontrar bons investimentos em Renda Fixa que oferecem facilmente 10% ao ano.

Os investimentos de renda fixa pós-fixados são os mais indicados esse ano, pois é provável conseguir “surfar” nas taxas de 10% até o final de 2024.

Os pré-fixados dos grandes bancos estão oferecendo taxas de 9% ao ano, alguns bancos menores oferecem mais retornos, mas com riscos maiores.

A febre do momento são os títulos do Tesouro Direto IPCA +, onde o investidor fica protegido da inflação e ainda recebe um retorno de mais de 6% ao ano.

Apesar da renda fixa estar aquecida, a renda variável ainda pode oferecer oportunidades com a oscilação dos índices da B3.

Conclusão.

A taxa de juros pode não atingir os 9% que os economistas estavam prevendo, além do cenário econômico externo que pode refletir na nossa economia, aumentando a inflação e colocando obstáculos no programa do Governo Federal de déficit zero.

Selic 11,75%.

A última quarta(13/Dez/2023), a conhecida “Super Quarta”, foi decidida pelo Copom, um corte na taxa de juros de 0,5%.

Com esse corte de 0,5%, a taxa de juros(Selic), passou de 12,25% para 11,75% anuais.

Nesse cenário, os rendimentos em renda fixa de 1% ao mês acabaram e a tendência é cair ainda mais.

O mercado projeta uma estimativa de taxa de juros abaixo de 9% ao ano até o final de 2024.

O que vai determinar a variação da taxa de juros brasileiro será como a inflação(IPCA) irá se comportar, se a inflação subir a taxa de juros pode subir junto, outro ponto são as taxas de juros americanas que podem influenciar a nossa taxa de juros.

Onde investir agora?

Com a queda da taxa Selic, fica a dúvida onde podemos investir para ter um rendimento próximo dos que tivemos no começo de 2023.

Se a taxa Selic continuar caindo, provavelmente os bancos irão oferecer investimentos em CDB, LCI e LCA com taxas DI acima dos 100%.

Outra alternativa serão os fundos de investimentos imobiliários, os conhecidos FII, que podem gerar ganhos de 12% ao ano se bem selecionados.

Já os investimentos em renda variável, como as ações, a maioria não entregará dividendos maiores que 6%.

O Tesouro Direito não está nada atrativo, a maioria dos títulos não entregará mais do que 10% ao ano.

Conclusão.

A taxa de juros provavelmente continuará caindo, e quem quiser bons rendimentos nos investimentos terá que mesclar os investimentos entre renda fixa e variável.