Desaceleração econômica brasileira.

O mês de Agosto de 2024 deu sinais de desaceleração econômica segundo dados fornecidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A queda de 0,4% no setor de serviços aliado ao baixo desempenho do setor industrial e varejistas no mês de Julho comprovam a desaceleração econômica nesse trimestre de 2024.

Além disso, a crescente taxa de juros e gastos públicos mais lentos ajudam para uma economia mais lenta.

Hoje o cenário de endividamento é alto no Brasil, com juros atuais acima dos 10%, o endividamento pode continuar por alguns meses.

A tendência é uma economia mais desacelerada, assim o alinhamento das políticas monetária e fiscal são muito importantes nesse momento.

Investimentos.

Com cenário de inflação alta, a taxa de juros tende a continuar subindo.

Os juros altos, elevam investimentos em renda fixa, sendo investimentos conservadores e seguros e nesse momento com alta rentabilidade.

Além do CDB, LCI e LCA, os títulos do tesouro direto tendem a ter uma alta demanda nesse momento.

As taxas de juros americanas em queda podem contribuir para atrair mais investidores nas rendas fixas brasileiras.

Na B3, os setores mais impactados com a alta de juros são os setores de varejo e construção civil, pois são setores mais sensíveis à perda de poder de compra da população.

Conclusão.

Apesar da desaceleração econômica no Brasil, a maioria dos especialistas em economia acreditam que a economia brasileira começará a aquecer no próximo ano.

Expectativa para manutenção da Selic.

As últimas manutenções feitas pelo Banco Central foram de cortes de no mínimo 0,5%, mas será que teremos mais um corte na taxa de juros na próxima reunião do Copom?

No próximo dia 8 de Maio(08/5/2024), teremos a próxima reunião do Copom para decidir qual será o percentual da Selic.

Apesar dos últimos cortes constantes de 0,5%, especialistas acreditam que o próximo corte será de 0,25%.

A expectativa era de uma taxa Selic abaixo dos 9% até o final de 2024, mas isso pode mudar e podemos ficar na casa dos 10% até o final do não.

Toda essa mudança é devido a resistência dos EUA em cortar sua taxa de juros e pela alta inflação no país.

Oportunidade para renda fixa.

O Tesouro Direto IPCA + 6% com vencimento para 2029 é uma das oportunidades que é muito interessante apesar de não ser segurado pelo FGC.

Outra oportunidade seriam renda fixa de bancos com rating menores, onde é possível encontrar CDB pré fixados com taxas de mais de 14%.

A renda variável como ações e FII começaram a aumentar os preços, ficando mais favorável investimentos em renda fixa no momento.

Fica claro que para o investidor conseguir taxas que oferecem mais 12% ao ano, terá que assumir mais riscos, investindo em bancos menores.

Para investidores que não querem abrir mão da segurança e ainda querem rendimentos de 1% ao mês, terá que encontrar títulos com data de vencimento mais longa.

Conclusão.

A variação da taxa de juros ainda é uma incógnita, e não sabemos ainda se os cortes continuam até o final do ano, isso pode gerar oportunidade para investimentos em renda fixa para quem conseguir achar boas taxas de retorno.

Selic 10,75%.

Na última quarta feira(20/3/2024), tivemos mais um corte na taxa de juros(Selic) de 0,5%, ficando agora em 10,75% ao ano.

Nesse percentual, estamos com a menor taxa de juros desde Fevereiro de 2022.

Teoricamente, uma taxa de juros mais baixa aquece o mercado, aumentando as vendas e facilita o crédito para os empresários.

O setor de varejo pode começar a “respirar” com o crédito mais barato, podendo já ter uma projeção para as vendas de fim de ano.

Já para os investidores em renda fixa, investimentos como CDB, LCI e LCA começam a ter menos retorno.

Investimentos.

Os investimentos em renda fixa com retornos de mais de 1% está muito difícil de encontrar agora.

Para ter rentabilidade próximo dos 12% anuais, o investidor terá que arriscar mais, investindo em bancos ou financeiras menores que pagam 120% do CDI.

Para quem investe em LCI e LCA, é importante ficar atento às novas regras de carência, onde novos papéis emitidos têm carência de 6 a 12 meses.

Outra forma é migrar parte dos investimentos para uma renda variável como ações ou FII’s e alavancar uma rentabilidade melhor a longo prazo.

O importante agora é mesclar investimentos em renda fixa e variável para ter um melhor desempenho na carteira de investimentos.

Conclusão.

Com a Selic em queda constante, rentabilidades acima de 1% ao mês ficam cada vez mais raras, e o investidor terá que ter astúcia para ter uma carteira de investimento mais rentável.

Novas regras para LCI, LCA, CRI, CRA e LIG.

Os investimentos em Letras de Crédito do Agronegócio(LCA), Letras de Crédito Imobiliário(LCI), Letras Imobiliárias Garantidas (LIG), Certificados de Recebíveis do Agronegócio(CRA), Certificados de Recebíveis Imobiliários(CRI) tiveram suas regras alteradas pela CMN(Conselho Monetário Nacional).

A partir do dia 1 de Fevereiro, esses investimentos isentos de imposto de renda terão alterações no lastro e no tempo mínimo de investimento.

O prazo mínimo de investimento em uma LCA passa de 3 meses para 9 meses, enquanto de uma LCI passa de 3 meses para 12 meses.

Já o lastro, foi definido que só poderão emitir os papéis empresas que realmente estão ligadas ao ramo imobiliário e do agronegócio.

Essas novas regras servem para evitar que empresas fora do segmento imobiliário e agronegócio emitam papéis e aproveitem da isenção do imposto de renda.

O que muda para o investidor?

As mudanças serão somente para novas emissões de papéis, os investimentos emitidos em carteira, antes da alteração nada muda.

Com a alteração nas regras, os títulos ficarão mais escassos, então provavelmente a rentabilidade poderá ser afetada.

O investidor terá que pesquisar muito mais agora se quiser manter esses títulos em carteira com as novas regras.

Um ponto que poderá ser decisivo para alguns investidores será a carência, que agora será de no mínimo entre 9 e 12 meses, o que poderá impactar em casos de investimentos de curto prazo.

Mas o investidor deverá ter em mente que não é porque o investimento é isento de imposto de renda que é melhor do que um que tenha, o que importa no final é a rentabilidade real.

Conclusão.

Com número reduzido de papéis principalmente em LCI e LCA, o investidor terá que procurar outros investimentos como CDB e tentar mesmo com a diluição do imposto de renda, tirar uma rentabilidade próxima de um LCI ou LCA.

Renda fixa.

Pode parecer estranho, mas apesar das quedas recorrentes da Selic, o número de pessoas físicas investidores em renda fixa aumentou 15% segundo Banco Central.

No mesmo período, o número de investidores na renda variável se manteve estável, apesar disso, os valores investidos aumentaram 20%, segundo a B3.

Dentro da renda fixa, as Letras de Crédito Imobiliária(LCI) tiveram um aumento de 58% no número de investidores, liderando o ranking da renda fixa.

O próximo do ranking na renda fixa são as Letras de Crédito do Agronegócio(LCA), que aumentaram em 29% o número de investidores.

O CDB ficou em último lugar, provavelmente pelo fato de recair imposto de renda sobre os rendimentos, mas mesmo assim teve um aumento de 12% no número de investidores.

Onde investir em renda fixa com a queda da Selic.

Com a queda da taxa Selic, a estratégia é muito importante nesse momento.

A taxa Selic em 11,25% e uma projeção de queda até Dezembro de 2024 para 9%, o ideal é encontrar a melhor taxa de retorno entre esses percentuais.

Sabendo das da projeção da taxa Selic em queda, o ideal seria encontrar um investimento de renda fixa prefixada com rentabilidade maior que 10%.

Lembrando que uma Selic com projeção de alta, o ideal é um investimento de renda fixa pós fixado.

Outra estratégia é tentar encontrar investimentos em renda fixa com rentabilidade de mais de 100% do DI.

Conclusão.

A renda fixa ainda é o investimento mais seguro, mas ainda assim é muito importante diversificar esses investimentos para ter mais segurança e rentabilidade.

Poupança, aplique 100 Reais e perca 6 Reais.

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A Poupança já não tem um bom rendimento a vários anos, e os últimos 2 anos foram péssimos para quem investiu nela.

Quem investiu nos últimos 12 meses na Poupança, para cada 100 Reais investidos, teve um prejuízo de 6 Reais por ano.

Com o IPCA(Inflação) a mais de 8% ao ano e o rendimento da Poupança de 2% ao ano, o lucro real da Poupança foi de -6% anuais.

Mas esse cenário não foi exclusivo somente da Poupança, alguns investimentos em CDB e LCI e LCA também tiveram lucro real negativos.

Esse cenário de rendimentos negativos pode durar muito tempo, para inverter esse cenário a Selic deve estar a mais de 8,5% e o IPCA a menos de 6%.

Bolsa de valores, lucros de até 23%.

Um cenário totalmente inverso é para alguns investidores em renda variável, onde muitos tiveram nos últimos 12 um lucro real de até 23%.

Muitos ativos na bolsa de valores renderam 31% em 12 meses, descontando o IPCA de 8%, lucrando 23%.

Assim, a cada 100 Reais investidos em renda variável o investidor lucrou 23 Reais.

O medo e a falta de conhecimento do brasileiro em investimentos faz com que deixem de lucrar em investimentos mais interessantes.

No cenário atual, deixar o dinheiro na Poupança vai ser uma forma de perder dinheiro, fazendo o poder de compra do brasileiro ficar cada vez menor.

Conclusão.

Está bem claro que a Poupança não é mais uma forma de ganhar dinheiro e sim de perder, além disso esse cenário ainda vai se manter por muito tempo visto que os índices econômicos estão variando em sentidos opostos.

Selic subindo, ainda valem a pena os FII?

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Com o aumento inevitável da Selic(Taxa de Juros), ficam as dúvidas se ainda vale a pena continuar investindo em FII(Fundos de Investimento Imobiliário).

Com a Selic mais alta, os títulos de Renda Fixa ficam mais atraentes que os Fundos, devido a sua segurança que os títulos de Renda Fixa oferecem.

Neste primeiro semestre, a grande maioria dos FII’s apresentam uma rentabilidade maior que a Renda Fixa, principalmente FII’s de galpões logísticos que tiveram um grande aumento de demanda na pandemia devido ao grande número de vendas pela Internet.

Segundo dados de sites especializados em economia, a média de dividendos pagos até Março de 2021 foi de 7,8%, ficando bem acima da Selic que estava em 2%.

Os FII’s ainda ficam empatados com alguns Papéis do Tesouro Direto que estavam pagando uma rentabilidade de mais de 7%, mas com uma liquidez menor que os FII’s.

Renda Fixa ou FII?

Sempre existe a dúvida: Segurança da Renda Fixa ou mais rentabilidade dos FII’s?

O ideal é sempre diversificar quando existe a dúvida, mas quando falamos em diversificar, surge outra dúvida: Qual o percentual em cada investimento?

Se o perfil é muito conservador, o melhor é não investir em FII’s nesse momento devido a uma grande desvalorização dos mesmos.

Se tem um perfil mais moderado ou agressivo, o ideal é colocar 70% em FII’s aproveitando a baixa de FII’s de tijolos como de Shoppings que tiveram uma grande desvalorização mas uma grande chance de crescimento a médio e longo prazo assim que normalizar o comércio.

Mas na visão geral, os FII’s se comprados de forma estratégica e fundamentada, com certeza é melhor opção que um investimento em Renda Fixa como CDB, LCI e LCA.

Conclusão.

Os FII’s estão bem voláteis nesse momento, mas se fizer um estudo bem fundamentado do ativo agora pode ser uma grande oportunidade de comprar cotas com um preço bem abaixo do mercado e faturar no futuro.