
O Banco Central decidiu na última reunião(17/06/2021) do COPOM(Comitê de Políticas Monetárias) em elevar a taxa de juros(Selic) em 0,75%, passando de 3,5% para 4,25% ao ano.
A justificativa para a elevação da taxa foi para o controle do índice inflacionário(IPCA) que vem subindo os preços dos produtos em geral.
A crise hídrica afeta o aumento na conta elétrica, favorecendo o aumento do valor de serviço e de produtos industriais, sendo outra razão para o aumento da taxa de juros.
O Copom deixou em aberto a possibilidade condicional de um novo aumento dentro de 45 dias para 5% se as coisas não melhorarem.
Com a elevação da taxa de juros, o Banco Central espera baixar a inflação, fazendo com que fique mais caro o crédito para população, consequentemente, uma redução de consumo.
Onde investir?

Com a Inflação(IPCA) acumulada nos últimos 12 meses em 8,06%, as rendas fixas ainda não estão atraentes.
Investindo no Tesouro Selic, onde o investidor tem mais liquidez, renderia 4,25%, mas descontando o Imposto de Renda e Inflação, o rendimento seria negativo.
Mas para um investimento de Reserva de Emergência, o Tesouro Selic é uma opção muito melhor que a poupança que vai render 70% da Selic.
Os Tesouro Diretos pré-fixados em mais de 9% e Tesouro atrelado ao IPCA + Juros são umas das opções de renda fixa no momento, o problema é a liquidez desses papéis que não são bons.
O investidor deve ter em mente que Renda Fixa não é mais modelo de aposentadoria como era antigamente, a taxa de juros pode variar muito e a Inflação acabar com seu poder de compra, então a melhor estratégia é entender o mercado e migrar seus investimentos para a melhor aplicação do cenário econômico corrente.
Conclusão.
Já era que previsto que até o final de 2021 a Selic atingiria a marca dos 5% anuais, mas isso pode acontecer daqui 45 dias se a economia não melhorar, mas é bem provável que esse aumento ocorrerá, visto que os preços dos automóveis, combustíveis, alimentação, serviços e eletrônicos estão cada dia mais caros.